João Espertalhão

 

História

Sinopse da história

A história de um rapaz com uma coragem louvável que com uma inteligência e perspicácia gigante consegue trazer felicidade e riqueza há sua familia.

Imagem criada por: David Pinto

Em tempos que já lá vão, vivia em certa localidade à beira-mar, um casal de pescadores a quem tudo corria sempre mal até o seu único filho, que devia ser o seu amparo, era um rapaz franzino que não tinha forças nem sequer para deitar umas redes ao mar. Em contrapartida, João, assim se chamava o moço, dispunha de espírito de iniciativa e de uma coragem louvável.

Certo dia, compreendendo a triste situação dos pais, João, decidiu correr o mundo com a promessa de não voltar sem meios para os acudir!

Juraram os pescadores, receosos por tudo o que pudesse acontecer-lhe, mas nada houve que demovesse o rapazinho.

João partiu e durante largo tempo por toda a parte, ia pedindo trabalho, para que ninguém lhe pudesse confiar vendo-o tão fraco, tão magro, cansado, mas sem desanimar, chegou João por fim a um castelo que ficava no topo de uma rocha à beira-mar. O conjunto da rocha e do castelo todo metia medo.

João porém não se impressionou e apressou-se a escalar os penhascos até à porta de ferro com  o jaldrabo deixou cair pesadamente:

joao chegou ao castelo

 

« Quem está aí? – perguntaram»

João respondeu:

«Um rapaz que procura trabalho.»

« O rapaz que procura trabalho és tu? – perguntou o gigante»

« Sou sim senhor. – respondeu João»

« Não passas de uma amostra de gente. – respondeu o gigante»

« Isso mesmo! Como pouco e não faço questão de ordenado. – respondeu João»

« Para o trabalho que é talvez sirvas preciso de um rapaz que me guarde os carneiros – disse o gigante.»

« De um pastor, então eu dou conta! – disse João»

«Mas não julgues que ocupação é muito fácil aqui na região há muitos lobos – disse o gigante.»

« E o que é que eu tenho com isso.»

« Pois se deixares algum lobo comer os meus carneiros pagá-lo-ás com a vida. Entendes?  – disse o gigante»

« Descanse que não pago nada – respondeu João.»

« Pois sabeis que alguns mais fortes do que tu, tiveram que pagar as consequências do seu desleixo.»

«Pois sim, mas comigo não há perigo – disse João.»

« Não há perigo? – questionou o gigante.»

« Não sabe é que os lobos têm muito medo de mim tanto medo, que não se chegam a onde eu estiver – respondeu João.»

Ficou o gigante pasmado, mas admitiu o rapazinho, logo na manhã seguinte João foi tomar conta dos carneiros e o dia correu sem novidade. À noite, porém, quando recolhia, os lobos saltaram-lhe ao caminho e devoraram-lhe 3 animais.

« 3 carneiros, faltam-me 3 carneiros no rebanho deixaste que os lobos me comessem 3 carneiros, ao que me respondes com a tua vida! – afirmou o gigante.»

« Alto aí senhor gigante, alto aí para que me está a ralhar sem razão, os carneiros pediram-me licença para sair e só regressam ao domingo – falou o rapaz.»

«Dizes-me tu que os carneiros não foram comidos pelos lobos – disse então o gigante.»

« Então eu já lhe disse que os lobos não se atrevem a se aproximar de mim – disse João.»

O terrível gigante foi contar à mulher que era uma gigantona do tamanho dele o atrevimento do rapaz.

« Sabes o que te digo mulher não me sinto seguro ao pé deste novo criado, por das duas ou uma é um grande espertalhão ou um grande valentão.»

joao e o gigante

 

Na manhã seguinte o gigante e a gigantona foram para o areal com uma bola de ouro como era o seu hábito e divertiam-se muito os dois. Nisto…

« Ouve lá! Ó maroto! De que estás a rir-te – falou o gigante»

« Da força que o gigante e a gigantona têm de fazer para atirar uma bola tão perto – respondeu João.»

« Por acaso tu és capaz de lançar mais longe do que nós – falou assim o gigante.»

« Claro que sou! – respondeu-lhe João»

« Então vais experimentar, quero ver essa tua habilidade ahah – disse o gigante rindo.»

« Olha dê cá a bola dê cá – respondeu-lhe o rapaz.»

«Por que está aí a gritar e a fazer sinais de que nem um maluquinho? – perguntou o gigante»

« Estou a gritar e a fazer sinais para aqueles barcos que estão ali no mar para que se afastem não vá eu lhes acertar – respondeu João.»

« Mas tu vais atirar a minha bola para o mar? – perguntou o gigante»

« Claro que vou! – respondeu João»

«Então, mas tu vais atirar a bola para o mar? Não quero que atires a minha bola de ouro para o mar! – disse o gigante.»

Os gigantes ficaram tão assustados com a força do criadito que nem discutiram quando ele lhes explicou que os carneiros com saudades dos que andam perdidos se tinham recusado a ir para o campo. Na manhã seguinte muito cedo João saiu e foi ao pombal buscar uma pombinha que escondeu na algibeira do casaco os gigantes como de costume ficaram a jogar à bola apareceu-lhes como na véspera.

« Estás a fazer troça com te escusas a presumir-te mais forte e hoje vamos medir forças – disse o gigante»

« Porquê? Já não se importa de ficar sem a bola de ouro.»

« Não, não, não, vamos experimentar com uma pedra – sugeriu o gigante.»

 

bola de ouro

 

«Aceito! Atirem vocês primeiro que eu atiro depois e lembrem-se que são mais altos do que eu e isso dá-lhes vantagens.»

O gigante pegou num pedragulho e atirou muito longe e a gigantona imitou-o. Enquanto isso o rapaz pegou na pomba encheu-a de areia e gritou para os anos

« Olhem, olhem bem lá para cima olhem lá! – gritou João.»

Os gigantes obedeceram a pomba levantou voo e mesmo por cima da cabeça deles deixou cair sobre os olhos toda a areia de que estava coberta.

« Aí o quê a pedra levantou-se com tanta força que até levantou areia e é que já nem a vejo – falou o gigante.»

« E eu tenho terra nos olhos não consigo ver nada – disse a gigantona.»

« Aí que rapaz, onde caiu a pedra? – perguntou o gigante indignado.»

« Está tão longe que nem sou capaz de saber. – disse o João.»

« Vai te embora daqui vai, vai, não quero mais jogos contigo põe-te a andar. – falou o gigante.»

« Não se aborreçam, os carneiros estão quase a chegar do passeio e eu quero perguntar em casa se se divertiram.»

« Precisamos de nos desfazer do nosso criado. – disse o gigante para a gigantona.»

« Mas como ele tem mais força do que nós mesmo sendo tão magro – respondeu-lhe ela»

« Não faz mal, queres saber qual é o meu plano? – falou o gigante»

« Quero sim! – disse-lhe a gigantona»

 

gigantes com a pomba

 

« O nosso criado dorme debaixo do alçapão. Mesmo quando ele tiver a dormir abro o alçapão e deixo-lhe cair em cima dois pedregulhos, eu garanto que ficamos livres dele sem correr perigo nenhum. – respondeu o gigante.»

« Sem dúvida e o pior é que eles se esquecem que eu cabo em toda a parte e como não sou surdo ouvi tudo aquilo que me disseram, muito eu me ei de rir da cara deles. – disse o João se rindo.»

«Olá, bom dia patrão! – disse João»

«Bom dia? Tu aqui? Mas então não te aconteceu nada? – disse o gigante atrapalhado»

«Nada de quê? – disse o João»

« Ah, eu esta noite julguei ouvir uns estrondos no teu quarto. – falou o gigante»

« Ah um engraçado qualquer lembrou-se de deixar cair duas pedrinhas em cima da minha cama, apanhei-as no ar e fiz uma espécie de cabana agora já não cai em cima o pó do teto que se está a desfazer de podre.»

«Aí julga tu de que o rapaz fez dos pedragulhos um abrigo para se defender do pó no teto. -disse o gigante»

« Tu que dizes? – respondeu-lhe a gigantona»

« Digo-te que o rapaz deve ser algum mágico. Já não sei o que ei de fazer para me livrar dele tou com medo mulher – respondeu o gigante ofegante.»

« O melhor é despedi-lo experimenta pagar-lhe bem, talvez com dinheiro ele nos deixe em paz. – sugeriu a gigantona»

alcapao

 

O gigante encheu-se de coragem e despediu o criado perguntando quanto queria ele pelo seu trabalho de dias, como condição o João pediu um cavalo carregado com três sacos de ouro. Para se ver livre dele o gigante aceitou a exigência quando o viu a desparecer ao longo de caminho arrependeu-se da sua fraqueza.

«Aí mulher como eu confiei três sacos de ouro, um chegava-lhe muito bem. – disse o gigante»

« Pois chegava, contudo, se ele te pedisse 6 em vez de 3 tu davas-lhes. – disse-lhe a gigantona»

« Vou atrás dele e obrigo-o a restituir 2 sacos – falou o gigante»

«Ai marido, marido vê no que tu te metes lembra-te dos pedregulhos que ele fez uma cabana? – lembrou-lhe a gigantona.»

« Não quero que se ria de mim vou apanhá-lo! – disse o gigante certo do que dizia.»

joao_os_sacos de ouro

E a correr com umas passadas enormes foi atrás do João e o rapaz ainda foi a tempo daquela perseguição por sorte ia mesmo a passar por um bosque muito espesso, então parou e escondeu o cavalo e os sacos de ouro entre as árvores mais densas, depois pôs se no meio da estrada de braços cruzados a olhar para o céu. O gigante ao vê-lo naquela posição deteve-se intimidado e disse:

« Que estás tu aí parado a olhar para o céu rapaz?»

« Estou à espera do cavalo que o senhor me deu, o animal não andava nada e eu zangado dei-lhe um pontapé e ele foi parar lá acima e não arranjei forma de o ver. Olhe, olhe, ali parece que vem mesmo ali além não vê é aquele potinho negro lá muito no alto, ora veja.»

O gigante tratou de voltar atrás com toda a pressa, fechou-se no castelo e durante muitos dias nem a gigantona pôde convencê-lo a sair de casa e desde que conheceu esse criado o gigante a partir desse dia nunca mais voltou a fazer mal a ninguém.

Quanto ao João espertalhão, provou que o seu corpo abrigava uma grande inteligência e uma coragem verdadeira, regressou são e salvo com todo o ouro a casa dos seus pais onde de aí em diante só houve felicidade e riqueza.

 

——

Daniel Sabino

Áudio

Ficha Técnica

Adaptação realizada por: Odette de Saint-Maurice

Data de Transmissão: 

Tramistido por: Emissora Nacional

 

Data de Gravação: Março de 1960

Gravação realizada por: Jaime Filipe, Matos Ferreira e Alberto Nunes

Local da Gravação: Estúdio A da Rua do Quelhas, e no Estúdio de São Marçal

 

Música de fundo: Maestros Jorge Machado ou Tavares Belo

Canções de: Jaime Filipe

Capa do Áudio: 

João espertalhão: João Perry

Gigantona: Odette André

Mãe do João: Maria Olguim

Gigante: Tomás de Macedo


 Narrador –  Em tempos que já lá vão, vivia em certa localizada à beira-mar, um casal de pescadores a quem tudo corria sempre mal até o seu único filho, que devia ser o seu amparo, era um rapaz franzino que não tinha forças nem sequer para deitar umas redes ao mar.

Em contrapartida, João, assim se chamava um moço, dispunha de espírito de iniciativa e de uma coragem, louvável.

Certo dia, compreendendo a triste situação dos Pais, João, antes de correr o mundo com a promessa de não voltar sem meios para ele os acudir!

Juraram os pescadores receosos por tudo quanto pudesse acontecer.

Mas nada. Houve que demovesse o rapazinho, João partiu e durante largo tempo por toda a parte, ia pedindo trabalho sem que ninguém quisesse confiar-lhe ao vê-lo tão fraco, tão magro, cansado, mas sem desanimar, chegou João, por fim, um castelo que ficava no topo de uma Rocha à beira do mar.

O conjunto da Rocha e do castelo, todo negro metia medo. João, porém, não se impressionou.

E apressou-se em escalar os pinheiros até a porta de ferro cuja aldraba deixou cair pesadamente.

 

Gigante – Quem está aí

João – Um rapaz que procura trabalho.

Gigante – Gosto procura trabalho és tu?

João – Sou assim, Senhor.

Gigante –  Não passas de uma amostra de gente.

João – Isso mesmo, como pouco é não faço questão de pedir ordenado.

Gigante –  Bom para o trabalho que é talvez sirva preciso de um rapaz se me guarde os Carneiro.

João – De um pastor então estou na conta.

Gigante –  Mas não julgues que a ocupação é muito fácil aqui na região há muitos lobos.

João –  E o que é que eu tenho com isso?

Gigante – Pois que se deixares lobos comer algum dos meus carneiros. Paga-lo com a vida, entendes?

João – Descanse que não pago nada.

Gigante – Pois fica sabendo que outros mais fortes do que tu, tiveram de suportar as consequências do seu desleixo.

João – Ora, pois sim, mas, mas comigo não há perigo.

Gigante – Não o perigo?

João – É que os lobos têm muito medo de mim.

Muito medo que nunca se chega onde eu estiver.

Gigante – Ficou gigante, pasmado, mas admitiu o rapazinho.

Logo na manhã seguinte, João foi Tomar conta dos carneiros e o dia correu sem novidade.

À noite, porém, quando recolhia os lobos, saltaram lhe ao caminho e devoraram lhe 3 animais.

Gigante – 3 carneiros.

Faltam-me 3 carneiros no rebanho.

Deixaste que os lobos comecem 3 carneiros, mas respondes com a tua vida.

João – A tua e senhor gigante alta.

E, para que é que me está a ralhar sem razão sem razão.

Claro, os carneiros foram dar um passeio com minha licença e voltam no domingo.

Gigante – Que diz estou então, não, não, não foram comidos pelos lobos?

João –  Ai Patrão, Patrão que maçador que é, pois eu já lhe disse que os lobos não se atrevem a aproximar-se de mim.

 

 Narrador –  O terrível gigante foi contar à mulher que era uma gigantona do tamanho dele, o atrevimento do rapaz.

 

Gigante – E só restou o que te digo, mulher.

Nome sinto muito seguro ao pé deste nosso criado.

Porque das 2 1, Ou é um grande espertalhão ou um grande valentão.

 

 Narrador –  Na manhã seguinte, o gigante e a gigantona foram para arial jogar com uma bola de ouro. Como era seu hábito e divertiam se muito os 2 nisto.

 

João –  Ai olha olha olha.

Gigante – Maluco, do que te estás a rir?

João –  a força que os senhores gigante, e gigantona têm de fazer para atirar uma bola tão Perto

Gigantona –  Perto? Até parece que tu és capaz de atirar mais Longe do que nós.

João –  claro que sou.

Gigante – Sim? Pois então vais experimentar sempre quero ver essa tua habilidade.

João –  É lá, lá é já lá

Gigantona – Para que estás tu aí a fazer sinais e a gritar como um Maluquinho.

João – Ora essa, estou a fazer sinais e gritará aqueles barcos no mar se afastem, não vá eu acertar lhes.

Gigante – Mas tu vais atirar A Bola para o mar?

João – pois vou, o areal não me chega

Gigante – não, não, não, isso não.

Gigantona – Não, não, não quero a minha linda bola douro, perdida no mar, nunca.

 

Narrador – Os gigantes ficaram tão assustados com espantosa força do criadito que, nem discutiram quando ele se explicou que os carneiros com saudades dos que andavam a passear se tinham recusado a ir para o campo. na manhã seguinte.

Muito cedo, João saiu e fui ao Pombal buscar uma Pombinha que escondeu numa algibeira do casaco.

Quando os gigantes como de costume Principiaram ao jogar A Bola, aparecer-lhes como na véspera.

 

Gigante –  Estás a fazer troça pois escusas de presumir te mais forte. E Hoje vamos medir força.

João – O quê? Já não se importa de ficar sem a bola de ouro?

Gigante –  Não, não, não, não, não.

Não, não, hoje vamos experimentar com uma pedra.

João -Pois aceito, atirem vocês primeiro que eu atiro depois.

E lembrem se de que são mais altos do que eu e isso dá-lhes vantagens.

Gigante – Vamos ao desafio.

 

Narrador – O gigante agarrou num enorme pedregulho e atirou muito longe.

A Gigantona imitou.

Enquanto isto, o rapaz pegou na pomba, cobriu a da areia e gritou, depois gritou:

 

João -Olhem, olhem, olhem bem lá pra cima, olhem lá.

 

Narrador – O gigante sob serão a pomba levantou voo mesmo por cima das.

Cabeças deles e ao ajeitar as asas deixou descair sobre os olhos, toda a areia em que estava coberta.

 

Gigante –  A pedra foi com tanta força que até levantou areia.

E é que já nem a vejo.

Gigantona –Nem eu tenho Terra nos olhos, não consigo ver nada nada.

Gigante – Ei, rapaz, onde caiu a pedra

João – tão longe que eu já nem sou capaz de saber.

Gigante –  Vai-te embora daqui, vai-te embora daqui, vai.

Gigante – Vai-te embora daqui, vai, vai, vai.

Não quero mais jogar Jogos contigo.

João – pois está bem, está bem.

Não se aborreça eu vou, eu tenho que fazer.

Os meus carneiros devem estar quase a chegar do passeio e eu quero estar em casa para lhe perguntar se divertiram muito hora.

Gigante – Temos que nos defazer do nosso criado

Gigantona – Criado, mas como ele tem mais força do que nós, apesar de ser assim tão mau.

Gigante – Vamos faz mal, eu tenho um plano.

Queres saber qual é o meu plano?

Gigantona – Quero sim.

Gigante –  O nosso criado dorme na cá por baixo do alçapão da cozinha.

Gigantona – Não é, é?

Gigante –  Pois logo a noite, quando eu estiver a dormir levanto-lhe o alçapão e deixe que em cima os pedregulhos.

Garantimos que ficamos livres dele sem corrermos perigo nenhum.

João – E pronto, bastante simples, não haja dúvida.

O pior é que se esquecem de que o cabo em toda a parte e como não sou surdo, ouvi perfeitamente e ouvi tudo o que disseram.

Olá, bom dia Patrão.

Gigante –  Tu aqui? mas então não te aconteceu nada?

Gigante –  Nada, é que esta noite pareceu me ouvir uns estrondos do teu quadro.

João – Pá sim um engraçado qualquer lembrou-se de deixar cair 2 Pedrinhas em cima da Minha Cama.

Apanhei-as no ar e fiz com elas uma espécie de cabana, um ótimo abrigo, sabe? Agora já não me cai em cima o pó do teto que está te fazendo podre.

Gigante – Aí mulher, uma mulher, mulher.

Gigantona – Que é marido

Gigante –  Que o rapaz fez das pedras, um abrigo para se proteger do Pó no teto.

Gigantona – Tu que dizes?

Gigante –  Digo-te que o rapaz deve de ser algum mágico

Já Não Sei o que fazer para me livrar dele.

O eu tenho medo dele mulher.

Gigantona – Sabes, o melhor é despedi-lo.

Gigante –  Mas e se ele não quiser ir embora um.

Gigantona – Mas experimenta, talvez se lhe pagasse bem com dinheiro, pode ser que ele nos deixa em paz.

 

Narrador – O gigante encheu-se de coragem e despediu o criado perguntando, quando cria ele pelo seu trabalho de dias.

O João pôs como condição receber um cavalo carregado com 3 sacos de moedas de ouro.

Para se ver livre dele, o gigante aceitou a exigência.

Quando, porém, o viu desaparecer à luz numa volta do caminho, arrependeu-se da sua fraqueza.

 

Gigante –  Ó mulher.

 Gigantona – que é.

Gigante –  Juro que fiz mal em dar um tamanho tesouro àquele maroto.

um saco só chegava muito bem, não, não me parece.

Gigantona –Não chegava, contudo, se ele pedisse 6 em vez de 3 tu, davas-lhe.

Gigante – Pois, olha sabes, vou atrás dele pedir-lhe que devolva 2 sacos.

Gigantona – Marido, marido vê lá no que te metes, lembra-te dos pedregulhos do que ele fez uma cabana.

Gigante – Não quero que se ria de mim ou apanhá-lo.

 

Narrador – E a correr com umas passadas enormes foi atrás do João. O rapaz dera fé a tempo daquela perseguição.

Por sorte estava a passar mesmo ao lado de um bosque muito espesso.

A então parou escondeu o cavalo e os sacos de ouro entre as arvores mais densas, depois pôs-se no meio da estrada de braços cruzados, a olhar para o céu. O gigante ao avistá-lo naquela posição de ter se intimidado.

 

Gigante – Olha ó rapaz.

João -Diga senhor gigante.

Gigante –  Que estás a fazer aí parado a olhar para o céu.

João – Estou à espera do cavalo que o senhor me deu. O animal não andava nada, é buscemi e vai de Sangalo. Tem um pontapé, olha foi lá parar tão acima que Eu Estou Aqui há tempos e não há forma de nem sequer o ver.

Olha, olha agora repare só.

Aquele pontinho negro lá muito no alto. Olha veja.

 

Narrador – o pobre do gigante, claro, nem levantou a cabeça, tratou de voltar para trás a toda a presa, fechou-se no castelo e durante muitos dias, nem a gigantona pode convencê-lo a sair de casa. E é verdade que sempre contratou criado o gigante a partir desse dia não voltou a fazer mal a ninguém.

Quanto ao João, depois de provar que o seu pequeno corpo abrigava uma grande inteligência e uma coragem verdadeira, regressou são e salvo com todos. Eu ia casa dos pais, onde daí em diante só houve Felicidade e riqueza.

Outros Contos

Histórias para ler e ouvir

O Cavalo Mágico

O Cavalo Mágico

Era uma vez um menino que foi parar em um reino mágico. Assim que, lá, chegou, identificou seres mágicos. Enquanto seguia seu caminho, viu um cavalo que voava.

As Três Cidras do Amor

As Três Cidras do Amor

As três cidras do amor é uma bela história onde o bem triunfa sobre o mal. Fala sobre um Rei que procura, incessantemente, uma noiva para o seu único filho.

História da Carochinha

História da Carochinha

Foi a carochinha comprar muitas fitas, rendas, flores, braceletes d’ouro e brincos; enfeitou-se muito enfeitada e foi-se pôr à janela, dizendo:
«Quem quer casar com a carochinha
Que é bonita e perfeitinha?»