Estevão em Uma Aventura nas Férias

Estevão em Uma Aventura nas Férias

Estêvão numa Aventura nas Férias

 

Estevão numa Aventura de Férias

by Meia Hora de Recreio | Emissora Nacional

Áudio

Ficha Técnica

Adaptação realizada por: 

Produção:

Narração: –

 

Data de Transmissão: 

Transmitido por: Emissora Nacional

Programa: Meia Hora de Recreio

 

Registo de Som: 

Montagem:

Capa do Áudio: Bruno Torres

Autoria:

 

Orador 1: 

Orador 2: 

Orador 3: 

Orador 4: 

 

 

Orador 1:  Quem vai aí, quem é que aí vai?

Orador 2:  sou eu.

Orador 1:  O que é que vais fazer?

Orador 2:  Vou ali ligar o motor.

Orador 1:   Eh pá toma cuidado, andam por aí uns bandidos à solta.

Orador 2:  Eh pá, não me digas?

Orador 1:  é verdade, e olha que os gajos têm feito das boas.

Orador 2:  Eh Pá não me Digas, O que é que os Gajos fazem?

Orador 1:  Os gajos aí têm limpa e o sabão para muita gente.

Orador 2:  É pá, isso é isso. É um sarilho. Entretanto, deixa-me deixa-me cá ligar o motor para me safar aqui o mais depressa possível.  Ora está aqui.  Lá está.

Orador 1:  Pois tu, põe-te a pau. Isto não são horas de andar cá por fora. Vê lá Aonde é que tu te metes?

Orador 2:  Está bem, ainda bem que avisas que eu vou ver se me Safo daqui o mais depressa possível, vou ver se encho o tanque depressa que eu realmente não estou aqui a sentir nada à vontade.

Olha que esta pá isto é um sarilho, já não se pode andar na Terra à vontade.

Orador 1:   Toma uma cautela pá só te aviso, olha que eu estou-te a avisar, põe te a pau, Cuidado, os gajos se surgem isso a gente se esperar e limpam-nos o cebo.

Orador 2:  Eh pá, obrigado, obrigado

Orador 1:  Eh pá, acautela, sinto passos.

Cuidado esconde-te.

Orador 2:  Eh pá, está bem mas onde é que há de ser?

Orador 1:  Eh pá, ali esconde-te ali, lá, lá além.

Orador 2:    Eh pá aonde

Orador 1:    Ali atrás daquela porta que eu sinto passos.

Orador 3:    O Gustavo, a que horas é que a gente ataca?

Orador 4:   O que pá, a gente pode atacar agora à meia-noite.

Orador 3:     É pá e sempre vamos atacar aquela casa?

Orador 4:    Eu acho que sim, pá, acho que sim. Acho que sim. Os gajos devem lá ver para os masons. Temos que atacar pela calada.

Orador 3:   Também acho, também acho.

Orador 4:   Já sabes, se te vires aflito dispara.

Orador 3:   Está bem, Pa, está bem, está bem, está bem.

Orador 4:   Que tal, carrega aí as espingardas e vamo-nos esconder além, naquela casa velha, naquele palheiro velho até à espera da meia-noite.

Orador 3:  Está bem, pá, vamos embora, então está lá vai embora, vai lá, vai lá, vai lá, vai lá, vai lá, vai lá, vai lá.

Orador 1:   Eu não te disse pá? Os gajos estão preparados para tocar Esta Noite.

Orador 2:  Eh pá, mas a gente não sabe, não sabe a quem, onde é que eles vão atacar?

Orador 1:  É, mas agora a gente vai ver, e onde é que eu sou um esconder-se?

Os gajos foram ali para aquele lado.

Temos que montar uma vigia para ver se quando os gajos saírem á meia-noite saltamos em cima para ver se a gente mete aqueles gajos na ordem de uma vez pra sempre.

Orador 2:   Eh pá mas eu tenho medo de meter-me nessas, nessas andanças.

Orador 1:   Eh pá, mas tu não assististe a conversa?

Nós temos que temos que colaborar aqui com esta população para ver se nos vemos livres desses malvados.

Orador 2:  Então, está bem, está bem?

E eu olha eu, o que me havia de acontecer agora a medido nesta nestas andanças.

Eu até é pá eu, até parece que já me mijei pelas pernas abaixo, estou para aqui todo a tremer, eh pá parece que já me mijei.

Orador 1: Eh pá O caso também não é para tanto, epá eu estou aqui ao pé de ti, Para te defender se for preciso.

Orador 1: Eh pá mas olha que eu Sou muito fraco para essas coisas. Ainda por cima está uma noite tão escura que eu até já estou com medo de tudo até até aquelas folhas já me metem medo para cima, já me parecem homens e que aquela videira, uma cobra. Este tubo do poço também já me parece outra cobra.

Orador 2:  Eh pá eu estou aqui, eu vou masé largar esta porcaria toda e desapareço

Orador 1: Eh pá tem lá calma com isso pá, que raio também não é preciso estares para aí a borrar as cuecas por tudo e por nada.

Chega-te aqui mais para ao pé de mim se tens medo pá!

Orador 2:  Eu acho que sim pá, eu acho que sim pá, eu acho que sim pá, pera ai que eu vou ai para ao pé de ti que eu já não me estou a sentir bem.

Orador 1: Eh pá, não exageres pá, nunca te supus tão cagão pá.

Já me está aqui a cheirar mal, não me digas que já te borraste pá.

Orador 2:  Eh pá olha aqueles vultos que vêm ali pá, devem de ser os gajos.

Orador 1: Eh pá, não faças barulho, pega aí num pau pá.

Pega aí num pau que a gente já vai ver que faz conta.

Orador 1: Eh pá os gajos já fogem a sete pés pá.

Orador 2:  Éh pá puxa pá.

Caramba, vimos livros do boa ai para terminou esta aventura nas férias.

E agora Já posso deixar o motor ir para casa. Descansado, ele foi um susto que eu apanhei.

Bolas pá até estou cansado, até me falta o ar, obrigado para tua ajuda. Se cá não estivesses, Eu Não sei como é que eu Hoje ia para casa.

Orador 1: Obrigado nada, não tenho nada que agradecer.

Então adeus.  Vai já direiro para casa, não percas tempo por essa noite, por esses caminhos porque isto está muito escuro e os gajos ainda podem voltar e quando chegares a casa conta esta história, esta aventura ao paulinho e ao ricardo que eles devem de apreciar pá, mas nunca reveles o meu nome.

Orador 2:   Paulino, já o Ricardo que os devem apreciar, mas nunca usamos o meu nome é parte. Se o senhor fica descansado, eu vou te contar, vou vou, vou mostrar o Paulo Ricardo esta aventura na nas férias nesta noite estou no brosa e os devem apreciar e mais uma vez obrigado pela tua ajuda.

Nada para Deus vai pressa para casa obrigadinho Deus obrigado obrigado.

Queria comer, estou quase a chegar.

Mas com medo que estou com essas Caras, Casa casa.

Já só falta subit estas escadas.

Já cheguei

 

 

Vídeo

Vídeo desenvolvido por: Filipe Afonso

Outros Contos

Histórias para ler e ouvir

O Cavalo Mágico

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Era uma vez um menino que foi parar em um reino mágico. Assim que, lá, chegou, identificou seres mágicos. Enquanto seguia seu caminho, viu um cavalo que voava.

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As três cidras do amor é uma bela história onde o bem triunfa sobre o mal. Fala sobre um Rei que procura, incessantemente, uma noiva para o seu único filho.

História da Carochinha

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Foi a carochinha comprar muitas fitas, rendas, flores, braceletes d’ouro e brincos; enfeitou-se muito enfeitada e foi-se pôr à janela, dizendo:
«Quem quer casar com a carochinha
Que é bonita e perfeitinha?»

História da Carochinha

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Carochinha

 

História

Sinopse da história

O famoso conta da Carochinha é conhecido por tudo o mundo, conta a história de uma carochinha que depois de se tornar muito rica decide irá à busca de um parceiro perfeito para casar.

Imagem criada por: David Pinto

Era uma vez uma carochinha que andava a varrer a casa e achou cinco reis e foi logo ter com uma vizinha e perguntou-lhe:

«Compra doces.» — «Nada, nada, que é lambarice.»

Foi ter com outra vizinha e ela disse-lhe o mesmo; depois foi ainda ter com outra que lhe disse:

«Compra fitas, flores, braceletes e brincos e vai-te pôr à janela e diz:

Quem quer casar com a carochinha.

Que é bonita e perfeitinha?»

Foi a carochinha comprar muitas fitas, rendas, flores, braceletes d’ouro e brincos; enfeitou-se muito enfeitada e foi-se pôr à janela, dizendo:

«Quem quer casar com a carochinha

Que é bonita e perfeitinha?»

Passou um boi e disse:
«Quero eu.»
«Como é a tua fala?»

«Ú, ú…»
«Nada, nada não me serves que me acordas os meninos de noite.»

Depois tornou outra vez a dizer:

«Quem quer casar com a carochinha

Que é bonita e perfeitinha?»

Passou um burro e disse:
«Quero eu.»

«Como é a tua fala?»

«Eu ó… eu ó…»

«Nada, nada não me serves, que me acordas os meninos de noite.»

Depois passou um porco e a carochinha disse-lhe:
«Deixa-me ouvir a tua fala.»

«On, on, on.»

«Nada, nada não me serves, que me acordas os meninos de noite.»

Passou um cão e a carochinha disse-lhe:
«Deixa-me ouvir a tua fala.»

«Béu, béu.»

«Nada, nada não me serves, que me acordas os meninos de noite.»

Passou um gato.
«Como é a tua fala?»

«Miau, miau.»

Nada, nada, não me serves, que me acordas os meninos de noite.»

Passou um ratinho e disse:

«Quero eu.»

«Como é a tua fala?»

«Chi, chi, chi.»

«Tu sim, tu sim; quero casar contigo.» disse a carochinha.

Então o ratinho casou com a carochinha e ficou a chamar-se João Ratão.

Viveram alguns dias muito felizes, mas tendo chegado o domingo, a carochinha disse ao João Ratão que ficasse ele a tomar conta na panela que estava ao lume a cozer uns feijões para o jantar.

O João Ratão foi para junto do lume e para ver se os feijões já estavam cozidos meteu a mão na panela e a mão ficou-lhe lá; meteu a outra; também lá ficou; meteu-lhe um pé; sucedeu-lhe o mesmo, e assim em seguida foi caindo todo na panela e cozeu-se com os feijões.

Voltou a carochinha da missa e como não visse o João Ratão, procurou-o por todos os buracos e não o encontrou e disse para consigo.
«Ele virá quando quiser e deixa-me ir comer os meus feijões.»

Mas ao deitar os feijões no prato encontrou o João Ratão morto e cozido com eles.

Então a carochinha começou a chorar em altos gritos e uma tripeça que ela tinha em casa perguntou-lhe:

«Que tens, carochinha, Que estás aí a chorar?»
«Morreu o João Ratão, e por isso estou a chorar»

«E eu que sou tripeça, ponho-me a dançar.»

Diz d’ali uma porta:
«Que tens tu, tripeça, Que estás a dançar?»

«Morreu o João Ratão, Carochinha está a chorar, e eu que sou tripeça, pus-me a dançar.»

«E eu que sou porta, ponho-me a abrir e a fechar.»

Diz d’ali uma trave:
«Que tens tu, porta, Que estás a abrir e a fechar?»

«Morreu o João Ratão, Carochinha está a chorar, a tripeça está a dançar, e eu que sou porta pus-me a abrir e a fechar.»

«E eu que sou travo quebro-me.»

Diz d’ali um pinheiro:
«Que tens, trave, Que te quebraste?»

«Morreu o João Ratão, Carochinha está a chorar, a tripeça está a dançar, a porta a abrir e a fechar, e eu quebrei-me.»

«E eu que sou pinheiro, arranco-me.»

Vieram os passarinhos para descançar no pinheiro e viram-no arrancado e disseram:
«Que tens, pinheiro, que estás no chão?»

«Morreu o João Ratão, Carochinha está a chorar, a tripeça está a dançar, a porta a abrir e a fechar, a trave quebrou-se, e eu arranquei-me.»

«E nós que somos passarinhos vamos tirar os nossos olhinhos.»

Os passarinhos tiraram os olhinhos, e depois foram á fonte beber água.
E diz-lhe a fonte:

«Porque foi passarinhos, que tirastes os olhinhos?»

«Morreu o João Ratão, a Carochinha está a chorar, a tripeça está a dançar, a porta a abrir e a fechar, a trave quebrou-se, o pinheiro arrancou-se, e nós, passarinhos, tirámos os olhinhos»

«E eu que sou fonte, seco-me.»

Vieram os meninos do rei com os seus cantarinhos para levarem água da fonte e acharam-na seca e disseram:
«Que tens, fonte, que secaste?»

«Morreu o João Ratão, a carochinha está a chorar, a tripeça a dançar, a porta a abrir e a fechar, a trave quebrou-se, o pinheiro arrancou-se, os passarinhos tiraram os olhinhos, e eu sequei-me.»

«E nós quebramos os cantarinhos.»

Foram os meninos para palácio e a rainha perguntou-lhe:

«Que tendes, meninos, que quebrastes os cantarinhos?»

«Morreu o João Ratão, a carochinha está a chorar, a tripeça a dançar, a porta a abrir e a fechar, a trave quebrou-se, o pinheiro arrancou-se, os passarinhos tiraram os olhinhos, a fonte secou-se, e nós quebrámos os cantarinhos.»

«Pois eu que sou rainha, andarei em fralda pela cozinha.»

Diz d’ali o rei:

«E eu vou arrastar o c… Pelas brasas.»

——

Daniel Sabino

Áudio

Ficha Técnica

Adaptação realizada por: Odette de Saint-Maurice

Data de Transmissão: 

Transmitido por: Emissora Nacional

 

Data de Gravação: 1958

Gravação realizada por: Jaime Filipe, Matos Ferreira e Alberto Nunes

Local da Gravação: Estúdio A da Rua do Quelhas, e no Estúdio de São Marçal

 

Música de fundo: Maestros Jorge Machado ou Tavares Belo

Canções de: Jaime Filipe

Capa do Áudio: Mariana Saraiva

João Ratão: João Perry

Carochinha: Maria Armanda

boi, burro, porco, cão, gato: Rui Luís

Narrador: Certo dia aconteceu. 

Aconteceu que uma linda carochinha pobre, mas trabalhadora como ninguém e que vivia feliz, sem desejar mais do que tinha. 

Ao varrer a casa numa Bela manhã? 

Reparou que, em um canto da sala de jantar no chão, brilhava qualquer coisa.  

Carochinha: Aí, parece uma moeda. 

Carochinha: Uma moeda de ouro. 

Narrador: Era uma moeda de oiro, então radiante, com o achado a Formosa carochinha decidiu imediatamente Mudar de Vida. 

Carochinha: Aí que bom, que bom, que bom. 

Carochinha: Agora chama caixinha rica e confortável para ceder. Vou comprar vestidos, casacos, chapéus, sapatos, luvas, carteiras, meias, joias, mobília.  

Carochinha: E depois casa me com pretendente que seja bem a meu gosto. 

Narrador: E não pensou 2 vezes dona carochinha ajanotou-se alindou-se até foi ao cabeleireiro das carochinhas elegantes. Empurrou se e toda enfeitada pôs-se à janela. 

Carochinha: Quem quer quem quer desposar a carochinha que é muito rica alem de ser bonitinha. 

Boi: Quero eu. 

Boi: Quero eu. 

Boi: Quero eu. 

Carochinha: Sim quer? E que nome tem o meu pretendente. 

Boi: Eu? Chamo-me boi. 

Carochinha: E qual é a sua ocupação? 

Boi: Trabalho nos Campos e puxo Carroça. 

Carochinha: E nas horas vagas, é capaz de cantar para me distrair. 

Boi: Sou sim. 

Carochinha: Então canta um pouco para eu saber se gosto da sua voz. 

Boi: (Barulhos de boi) 

Boi: Aí que voz tão feia. 

Carochinha: Não me serve, não me serve. 

Boi: Então adeus Carochinha, boa sorte. 

Carochinha: Deus passe bem o livra. Espero arranjar um novo, com melhor apresentação.  

Carochinha: Quem quer quem quer desposar a carochinha que é muito rica alem de ser bonitinha. 

Cão: Quero eu, quero eu.  

Carochinha: E qual é o seu nome? 

Cão: O meu nome é cão. 

Carochinha: E em que se ocupa? 

Cão: Largo tudo o que me mandam. 

Carochinha: Será capaz de cantar para me distrair? 

Cão: Então não vai de ser, quero ouvir? 

(barulhos de cão) 

Carochinha: Aí que maneira de cantar tão desagradável não me serve, não me serve bem, é um bom. 

Cão: Então adeus Carochinha e boa sorte. 

Carochinha: Adeus adeus passe bem. 

Carochinha: Quem quer quem quer desposar a carochinha que é muito rica alem de ser bonitinha. 

Gato: Quero eu quero eu. 

Carochinha: Sim, e o seu nome qual é? 

Gato: Gato, sou gato 

Carochinha: E a sua ocupação se faz favor? 

Gato: Caço pardais quando não durmo 

Carochinha: E é capaz de cantar para me distrair? 

Gato: Já se sabe que sim. 

Carochinha: Então cante para apreciar a apreciar a sua voz? 

Gato: (Brulhos de gato) 

Carochinha: Aí não, não é muito irritante essa maneira de cantar. Não me serve, não me serve. 

Gato: Então adeus Carochinha e boa sorte. 

Carochinha: Não se preocupe, que não me faltam pretendentes. 

Carochinha: Ei de arranjar um a meu gosto. 

Carochinha: Quem quer quem quer desposar a carochinha que é muito rica alem de ser bonitinha. 

Galo: Quero eu, quero eu, quero eu. 

Carochinha: Então diga como é que se chama. 

Galo: Chamo-me galo. 

Carochinha: É a sua ocupação? 

Galo: Que cantar à meia-noite para dizer que chegou o dia seguinte. 

Carochinha: Aí que bom, então, deve saber cantar para me distrair. 

Galo: Claro que sei e tenho boa voz ora oiça. 

Galo: (barulhos de galo) 

Carochinha: Quero um marido que saiba cantar para mim e não para entreter toda a vizinhança. 

Galo: Então adues Carochinha e boa sorte. 

Carochinha: Adeus, adeus siga o seu caminho. 

Carochinha: Quem quer quem quer desposar a carochinha que é muito rica alem de ser bonitinha. 

João Ratão: Quero se tu quiseres linda Carochinha. 

Carochinha: E quem és tu? 

João Ratão: Eu sou João Ratão da família dos ratinhos que nunca chegam a ratazanas. 

Carochinha: E que fazes? 

Carochinha: E que te ocupas? 

João Ratão: Coisas que não tem importância. 

Porque se me queres dar contigo, só me preocuparei com o que for do teu agrado. 

Juro-te que havemos de ser felizes. 

Carochinha: E serás tu capaz de cantar para me distrair? 

João Ratão: A minha voz é fraquinha, mas posso tentar. 

João Ratão: Sou um rato pequenino que bem dirá o destino se puder migar a vida à Carochinha querida. 

Carochinha: Que bem que tu cantas João Ratão. 

Carochinha: Contigo vou casar mais nenhum quero escutar. 

Narrador: E casaram a carochinha e o João Ratão foi linda a festa da boda e o casal viveu sempre felicíssimo. 

Narrador: O boi o cão, o gato e o Galo despeitado arranjaram uma intriga. Fizeram constar que o João Ratão era um guloso e que um dia às escondidas da carochinha, tinha ido à panela da sopa a fim de comer um pedaço de toucinho e que tombara dentro dela, estando quase a morrer cozido e assado no caldeirão coisas que se inventam. A verdade é só esta. 

Quem quer casar com a carochinha.

Que é bonita e perfeitinha?»

Outros Contos

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O Cavalo Mágico

O Cavalo Mágico

Era uma vez um menino que foi parar em um reino mágico. Assim que, lá, chegou, identificou seres mágicos. Enquanto seguia seu caminho, viu um cavalo que voava.

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As três cidras do amor é uma bela história onde o bem triunfa sobre o mal. Fala sobre um Rei que procura, incessantemente, uma noiva para o seu único filho.

História da Carochinha

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Foi a carochinha comprar muitas fitas, rendas, flores, braceletes d’ouro e brincos; enfeitou-se muito enfeitada e foi-se pôr à janela, dizendo:
«Quem quer casar com a carochinha
Que é bonita e perfeitinha?»

A Formiga Ambiciosa

A Formiga Ambiciosa

 A Formiga Ambiciosa

 

Áudio

Ficha Técnica

Adaptação realizada por:

Produção: Maria Madalena Patacho

Narração:

Data de Transmissão: 01/06/1973

Transmitido por: Emissora Nacional

Programa: Meia Hora de Recreio

 

Registo de som:  Moreira de Carvalho

Montagem: João Silvestre

Dona Formiga: Maria Schultz

A Rabiga: Milucha

As Manas Formiguinhas: Maria Antónia, Maria  de Brito  Malta

Senhor Grilo: Rui Ferrão

Coelho Pata Comprida: Alexandre Vieira

Mosquito: António Sarmento

Pardal: José Baptista

 

 

Locutora

Meia hora de Recreio, um programa que a emissora nacional oferece todas as semanas aos seus pequenos ouvintes.

Hoje irão escutar uma história da autoria de Maria Amália Vale,« A formiga ambiciosa.»

Locutora

Personagens: Dona formiga Maria Shultz, A Rabiga Milucha, As Manas Formiguinhas Maria Antónia e Maria de Brito Malta, O Senhor Grilo  Rui Ferrão, O Coelho pata cumprida Alexandre Vieira.O Mosquito António Sarmento, O Pardal José Baptista.

Locutora

Registo de som de Moreira de Carvalho, montagem de João Silvestre.

Produção de Maria Madalena Patacho.

Narrador:

No formigueiro vivia a mãe, dona formiga, com as filhas. Uma delas chamava-se Rabiga e passava todo o dia a varrer a casa.

Mal parecia-lhe ver cair no chão leve cisco pegava na vassoura e zumba que zumba, varria tudo até ficar num brinquinho.

Narrador:

Mãe, dizia: Rabega que pensar é o teu para não fazeres outra coisa, senão varrer a cozinha, então o resto do serviço? fico à espera não?

Mãe:

Toma sentido no que lhe digo, não é só de vassoura em punho que se trata da vida caseira, precisas de ter juízo.

Mãe:

Ouviste bem Rabiga?

Narrador:

Mas bem podia a mãe, dona formiga, ralhar e tornar a ralhar com amiga. Ela continuava sempre na mesma.

Queria lá saber do que a mãe dizia constantemente. Continuava na mesma, não liga nenhuma, só lhe merecia cuidados, varrer a cozinha e mais nada.

Rabiga:

A minha mãe está sempre a ralhar comigo.

Rabiga:

Mas se quer ela que eu faça, uma prima nossa é carochinha ao varrer a cozinha, não achou cinco reis?

Rabiga:

E se eu for capaz de deixar alguma moeda?

Rabiga:

Ah não faria como ela, isso não, não me iria pôr à janela a ver quem queria casar comigo. Eu sou uma formiga mais atualizada, muito mais finória. Além disso, os tempos correm são outros.

Rabiga:

Que se eu fosse capaz de achar alguma moeda, então é que saberiam que esta rabiga não seria uma formiga vulgar?

Narrador:

E com estes pensamentos, levava a rabiga dias inteirinhos a varrer a casa, ouvindo os raios da mãe e a tossa das irmãs.

Irmã 1:

Olha olha. A nossa irmã Rabiga de vassoura em punho.

Irmã 2:

Então não vês minha maluca que é quase noite. Ah pobre de si.

Rabiga:

Não preciso de ouvir sermões de quem passa todo o Dia fora de casa

Rabiga:

Não passam de umas grandes figuronas, só trazem para casa uns mil linhos de pão nem sequer chegam para encher a minha barriguinha.

Rabiga:

Sabem que mais, a palavras loucas, orelhas moucas.

Mãe:

Então Rabiga, não lhe  envergonha de dizer e mostraste tanta ingratidão para com as suas irmãs que são umas pobres moras de trabalho.

Mãe:

Só varre a cozinha, mais nada, e não há maneira de fazer ter juízo.

Rabiga:

pois sim valem se ralem se, sei muito bem qual a razão porque ando sempre a varrer a cozinha que a minha entende que a entende-me.

Mãe:

Ai pobre da minha filha Rabiga, que é mesmo tonta mais que tonta doida varrida.

Mãe:

Doidinha doidinha isso é que será mais certo.

Narrador:

E a mãe que se ralasse, assim como as irmãs, depois meter a se na cabeça. A tela ideia deixar uma moeda, tal como a sua prima carochinha, que ao varrer a cozinha achara 5 reis.

Narrador:

E a Rabiga ia sempre varrendo sem fazer caso dos raios da dona formiga e da troça das irmãs.

Narrador:

E assim, o tempo ia a passar.

Rabiga:

Não sei que hoje sinto.

Rabiga:

Não me apetece mesmo nada levantar da minha caminha.

Rabiga:

Deve ser preguiça de certeza.

Rabiga:

Ai que bem que me sinto aqui deitada.

Rabiga:

Parece-me que vejo qualquer coisa além. Mas o que será?

Rabiga:

E brilha mesmo.

Narrador:

Rabiga não se levantou da cama senão tarde, más horas, porque se deixou ficar deitada muito séria e quietinha a olhar para o canto da casa onde brilhava a tal coisa.

Narrador:

Mas a mãe é que ficou em cuidado quando se levantou e não a viu a varrer a cozinha, como era seu costume.

Mãe:

O que terá acontecido a minha filha Rabiga para estas horas estar ainda na cama.

Mãe:

Deixe-me ir espreita-la para ficar mais descansada.

Narrador:

E com pezinhos de lã, como quem diz a cautela, lá foi ver o que teria acontecido a Rabiga.

Mãe:

Há ainda bem que não está doente, mas ,mas para aonde olhas Rabiga que ainda não deste pela minha presença.

Mãe:

Nem mesmo a minha tosse a faz olhar para mim.

Mãe:

Ora esta. Não há dúvida que a minha filha endoideceu que lhe hei de fazer.

Narrador:

Já era tarde quando a Rabiga começou a varrer a cozinha nesse dia.

Narrador:

Varreu, varreu, mas ocasionalmente ia espreitar ao fundo da casa para ver se a tal coisa que brilhava ainda lá se encontra.

Narrador:

E era aquilo que roubava o sossego?

Rabiga:

Para me tirar dúvidas, vou ver se consigo a vassoura mover aquela coisa que está alem no chão.

Rabiga:

Pilhar tanto e como intriga de Veras?

Narrador:

E a Rabiga resolveu baixar-se para melhor examinar o que lhe prendia tanto a atenção.

Narrador:

Mas, como desse um suspiro ou talvez lhe parecesse que eu tivesse dado?

Narrador:

Aquela coisa assobiou.

Narrador:

Calculem como uma rabiga teria ficado ,até quase lhe dando um desmaio.

Narrador:

Depois jamais sossegada, pensou.

Rabiga:

É certo que não achei nenhuma moeda.

Rabiga:

Mas valeu uma pena ter sido teimosa.

Rabiga:

Se não fosse, não agora este assobio tão lindo, tão pequenino.

Rabiga:

Talvez que uma das minhas passeadas formigas também tivesse custado música.

Rabiga:

Agora quem quiser cuide da casa terei de me aperfeiçoar a tocar neste assobio e também aperfeiçoar me na dança.

Rabiga:

Há isso, apercebi-me alguém que me quisesse acompanhar, cantando.

Rabiga:

Isso é que seria bom.

Rabiga:

Enquanto o outro cantava, eu tocava e bailava, Eu não falei com a minha prima que ela tinha que se foi por a janela.

Rabiga:

A ver quem queria casar com ela, não nessa não caiu eu.

Rabiga:

Vou pôr, mas é a porta?

Rabiga:

Ver que se passa alguém que na minha companhia querer correr mundo.

Narrador:

E pronto se bem o disse, a rabiga melhor o fez, foi pôr-se à porta na esperança de apanhar quem quisesse e na sua companhia correr por esse mundo fora.

Narrador:

Teve sorte a rabiga por calhar passar por ali o Pata Comprida, um Coelho que andava à procura de pasto.

Rabiga:

Olá, tu por aqui para ti Pata Comprida.

Pata comprida:

Ando a ver se encontro ervas tenrinhas para matar a fome que está a roer a minha barriguinha.

Rabiga:

Olha lá, Pata Comprida, tu sabes cantar?

Pata comprida:

Cantar?  Eu? essa é muito boa.

Senhor Grilo:

Olha que pergunta tão ratona?

Pata comprida:

Mas o que havia de ir aos miolos?

Rabiga:

Sabes é que penso ir correr mundo a tocar neste assobio.

Rabiga:

E quer ir a dançar.

Rabiga:

Mas preciso de alguém que saiba cantar, entendes? Para poder ir comigo, enquanto eu desse toco, outro canta, estás a perceber?

Pata comprida:

Coitadinha. Tu o que tens são os miolos desafinados, desafinados e bem desafinados. Olha Lá ó Rabiga.

Pata comprida:

Tu já ouviste porventura um coelho a cantar?

Rabiga:

Deixa. Escusas de abanar tanto as tuas orelhas, como sinal de o.

Rabiga:

Cá me arranjarei conforme poder, paciência, paciência é que me é preciso.

Narrador:

Rabiga estava resolvida esperar todo o tempo que lhe fosse preciso.

Narrador:

Não verá ela levar dias, meses até, para achar aquele lindo assobio.

Narrador:

Ora, passados uns dias, quando o Sol deitava carradas de lume a rabiga por ouvido ao escutar um lindo canto.

Rabiga:

Quem cantará assim tão bem?

Rabiga:

Se a minha mãe não estivesse a dormir a sesta, talvez ela pudesse satisfazer a minha curiosidade.

Rabiga:

Mas assim?

Narrador:

Mas quem espera sempre alcança.

Narrador:

Rabiga ficou radiante ao ouvir o canto aproximar se, a correr foi lá por si a porta.

Rabiga:

Ora vejam quem ai vem. Nada menos que o senhor Grilo.

Rabiga:

Olá senhor Grilo que faz por estas paragens?

Pata comprida:

Ando por aqui a espairecer, isto de quem vive sozinho também tem os seus inconvenientes.

Rabiga:

Oiça lá Senhor Grilo queria ir correr o mundo na minha companhia?

Pata comprida:

Julgas que sirvo para risada vai mas é brincar com quem esteja disposto a aturar-te.

Rabiga:

Não estou a brincar, Senhor Grilo, nem troçar de sim.

Senhor Grilo:

Ah não?

Rabiga:

Deus me livre de tal. Se me quiser ouvir com um pouco de atenção. Tenho a certeza que no final ainda à de agradecer a minha ideia.

Narrador:

É e a rabiga contou tudo Tim Tim por Tim Tim ao senhor Grilo o que se tinha passado que até já tocava na perfeição no assobio e também já vai bailava que era um gosto velo. Que só lhe faltava quem soubesse cantar para acompanhar.

Rabiga:

Não estará o senhor Grilo nas condições, se canta maravilhosamente, vai ver, vai ver que o dinheiro depois começa a correr para as nossas algibeiras, que serão nunca acabar assim.

Narrador:

O senhor Grilo tinha se na conta muito esperto, por isso, disse logo a Rabiga que sim, sim, Senhor, mas com a mira de a enganar já se vê. Então ele que se pelava por dinheiro.

Senhor Grilo:

Bom, está bom, está bem. Será como diz a Rabiga, mas à só uma condição,  uma condição, serei eu a guardar todo o dinheiro que ganhamos com os nossos espetáculos estás a perceber?

Senhor Grilo:

Valeu assim? Concordas?

Rabiga:

Combinado. Agora senhor Grill repare como eu toco bem.

Senhor Grilo:

Bravo,bravosim senhor bravo isso é que é bailar e tocar danças que é um gosto ver te Rabiga.

Rabiga:

Gosto mesmo de verdade, ver me dançar Senhor Grilo?

Senhor Grilo:

Ai, arte como a tua nunca vi. És uma grande artista.

Rabiga:

Agora é a sua vez, cante Senhor Grilo?

Senhor Grilo:

Eu, eu, a, bom de acordo, com licensa .

Rabiga:

Cante um pouco mais depressa que dá muito melhor efeito.

Rabiga:

Olha assim cri Cri Cri cri cri cri cri cri cri cri.

Senhor Grilo:

Bom está, está bem, está bem, eu eu cantarei, então como dizes.

Senhor Grilo:

Bem eu já sei o que é que tu pretendes? Eu vou para minha casa treinar sozinho, porque assim a tua vista sinto-me nervoso. Não

Senhor Grilo:

Não sou capaz. Bom, olha, vais ver Rabiga que quando voltar até eu decantar uma linda moda que traga há muito tempo dentro da minha cabeça.

Senhor Grilo:

Olha é, é, é uma moda que cá sei.

Irmã 1:

Aja lá que assim seja cá os espero com essa moda muito a finadinha, mas tenha cuidado com a humidade à noite. Não vai enrouquecer ouviu.

Mãe:

Não à dúvida que a minha filha rabiga perdeu o juízo todo, leva todo o dia a dançar e tocar, naquele malfadado assobio que até já tenho os ouvidos de historiados de o ouvir.

Mãe:

Mas que remédio dar a esta filha para trazer ao bom caminho?

Rabiga:

Deixe disso mãe.

Rabiga:

Tanto a Rabiga tocar e dançar que se há de aborrecer. Não lhe diga nada. Finja que não vê ou ouve, que é o melhor. Deixará vontade deixe-a.

Narrador:

Rabiga quando pareceu ter tudo apostos conforme combinado com o senhor Grilo e achando que já estavam bem ensaiados e afinados, principiaram a correr mundo.

Por onde passavam, a rabiga tocava e bailava.

Narrador:

E o grilo.

Rabiga:

Então senhor Grilo só canta esses enfadonhos cri Cris?

Senhor Grilo:

Ai olha desculpa,Rabiga, mas é assim que chega a minha vez de cantar é o é. Comece a tremelicar, tremelicar cheio do nervoso e as modas que tinhanhos ensaiado. Olha esqueci-me de todas.

Senhor Grilo:

Só me vem à lembrança, os meus Cri Cristu queres que eu faça com este meu maldito nervoso é superior ás minhas forças, Eu Não posso, não posso, mas eu.

Rabiga:

Pois é tem razão

Rabiga:

Mas o pior é que a desafinação é completa.

Senhor Grilo:

E o mais me custa é o ouvir sempre para piada.

Narrador:

Quem os ouvia uma vez, não queria tornar a pôr-lhes a vista em cima. Quanto mais ouvi-los de novo. E assim, algibeira do senhor Grilo continuava cheia de cotão, porque nem um tostão lá ia parar.

Senhor Grilo:

Quem que mandou a mim acompanhar esta maluca da Rabiga? Olha que ISTO .Nem um mísero estão ainda parar há minha pobre algibeira. Estou aqui. Olha, deixei um tostão.

Senhor Grilo:

Também á de me pagar, mas esta aventura em que meteu, era lá ver. É assim que a apanhar a dormir a sesta ala que se faz tarde volto para o meu depois depois.

Senhor Grilo:

Quem me dera dela chegar?

Senhor Grilo:

E quem é que me mandou a mim ser palerma, olha esta.

Narrador:

E o senhor Grilo fez, como pensou, estava farto de andar de um lado para o outro sem parar e no final dos espectáculos só havia patear .dinheiro onde estava ele? nem com um óculo de ver ao longe, ouvia.

Narrador:

Assim que acabou de dormir?

Narrador:

rabiga foi à sua procura?

Rabiga:

Senhor Grilo.

Rabiga:

Senhor Grilo.

Rabiga:

Não o vejo. Onde se teria metido ele.

Rabiga:

Querem ver como deixou e foi para a sua antiga morada?

Rabiga:

Nem lhe vejo saco das suas coisas.

Rabiga:

Partiu, grande manhoso.

Rabiga:

Também não me faz falta nenhuma, cá me arranjarei sozinha sem a sua companhia. Fez muito bem em desandar daqui, só desafinava e por isso sapateava que nunca mais acabava.

Narrador:

Rabiga agora sozinha tocava e bailava sem parar.

Tanto e tanto bailo que entusiasmada com a dança caiu e partiu uma das pernas.

Como sentisse desamparada, começou a chorar aflitivamente.

Rabiga:

E agora, agora o que vai ser de mim, se ninguém pode valer o que me irá acontecer.

Mosquito:

Porque choras assim tanto Rabiga?

Mosquito:

Parecesses mesmo a Madalena. Mas conta lá, o que foi que te aconteceu, fazes uma berraria danada.

Rabiga:

Não, não, não minha que lamentar.

Rabiga:

Parti uma das minhas pernas como poderei andar e quem poderá valer, não me dizes mosquito.

Rabiga:

Fico para aqui sozinha.

Mosquito:

Então não tem família. Ela pode tomar conta de si, se for preciso e quiser, eu vou a sua casa prevenir a sua mãe, quer?

Pardal:

Olá, amigos, ouvi o que disseram.

Pardal:

Não sejam Aflitos, eu posso muito bem levar a Rabiga nas minhas costas até a casa dela.

Pardal:

Pesa tão pouco que não será nenhum sacrifício para.

Pardal:

Mim até me sinto muito feliz.

Pardal:

Por poder ajudar um pardal nunca se nega a fazer bem.

Mosquito:

Então eu vou adiante para prevenir a dona formiga da chegada da Rabiga.

Pardal:

Mas logo clã chegue no assusta dona formiga ouviste mosquito. Olha quem pode dar algum desmaio ao pensar que a filha estará quase morta? Tem cuidado diga-lhe tudo, sim, mas com jeito com cautela.

Mosquito:

Fica descansado, perdão, trampo, esquecerei das suas recomendações.

Marrador:

E o Mosquito lá foi a voar muito mais adiantado que o pardal a fim dar conta do seu recado.

Mosquito:

Dona formiga. Dona formiga.

Mãe:

Quem me chama? àÉs tu mosquito?

Mãe:

Que me quer?

Mosquito:

Dona formiga eu venho dizer lhe que a sua filha Rabiga vem aí.

Mosquito:

Mas não lhe ralhe, nem a censure, não ela vem assim um pouco adoentada.

Mãe:

Aconteceu algum mal,á minha querida rabiga, ela diz assim, vai depressa, então tchau, conta, conta o que sabe, mosquito que eu estou com meu.

Mosquito:

Bem descanse não é coisa de cuidado, não se aflija.

Mãe:

Coração aos pulos. Ai Ai.

Pardal:

Não se assuste ó lhe partiu uma perna a claro que podia ser pior, podia ser pior, foi enquanto dançava, que tal lhe aconteceu como vê não é mau de morte.

Mãe:

Ai Ai ai a minha querida filha.

Mãe:

Quem Me Dera já abraçá-la deve sofrer muito. Coitadinha.

Pardal:

Olha dona formiga, aí vem o pardal que traz sua filha às costas.

Mãe:

Aí minha rica filha que torna a ver.

Mãe:

Deixe-me Abraçar-lhe e beijar-lhe?

Irmã 1:

Ainda Bem que voltou, Rabiga, já tínhamos muitas saudades suas.

Irmã 6

Olha que todos nós, as suas irmãs, querem tão bem.

Mãe:

Foste muito má, nem a adeus disseste quando saiu da nossa casa, não pensas que não foi bonito? O que fizeste, rabiga?

Mosquito:

Então, então, dona formiga deixe de Sermões.

Mosquito:

O que lá vai lá vai.

Irmã 2:

viva viva, rabiga viva por ter voltado pra casa?

Rabiga:

Aí festa que me estou a fazer?

Rabiga:

E eu sei cuidar de as prevenir da minha ausência.

Rabiga:

E tudo pela minha louca ambição.

Rabiga:

Foi muito bem feito, o que me aconteceu, pois por dinheiro deixei quem me queria bem.

Rabiga:

E só encontrei ingratidões por essas terras por onde andei.

Pardal:

Que lhe sirva de lição os trabalhos, porque passaste minha linda Rabiga que lhe sirva de lição.

Mosquito:

Bem, bem, bem, bem, está?

Mosquito:

A família toda reunida e pelo que vejo e oiço.

Mosquito:

Estão todos contentes .Ah.

Mosquito:

Já que está junto de todos os seus que mais deseja agora rabiga.

Rabiga:

Olha amigo pardal.

Rabiga:

Sabe o que eu mais desejaria agora?

Rabiga:

Neste mesmo momento.

Rabiga:

Era poder voltar a tocar no meu assobio e bailar para poder mostrar aos meus o contentamento.

Rabiga:

Que sinto por já.

Rabiga:

Estar na minha rica casinha?

Rabiga:

Que Felicidade poder voltar a viver junto de quem nos quer bem.

Pardal:

Pois assim mesmo é que é falar Rabiga. Vê-se bem que tem agora muito e muito juízo.

Mãe:

E não terei eu razão de me sentir uma mãe feliz.

Mãe:

Ainda bem, ainda bem que a minha filha Rabiga viu que andava por mau caminho.

Irmã 2:

Eu viva Rabiga que é nossa amiga.

Locutora:

Emissora nacional acaba de transmitir para os seus pequenos ouvintes uma história da autoria de Maria Amália Val a formiga ambiciosa produção de Maria Madalena Patacho.

 

 

 

 

 

Outros Contos

Histórias para ler e ouvir

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Foi a carochinha comprar muitas fitas, rendas, flores, braceletes d’ouro e brincos; enfeitou-se muito enfeitada e foi-se pôr à janela, dizendo:
«Quem quer casar com a carochinha
Que é bonita e perfeitinha?»

As Amêndoas do Padrinho Pascoal

As Amêndoas do Padrinho Pascoal

As Amêndoas do Padrinho Pascoal

 

As Amêndoas do Padrinho Pascoal

by Meia Hora de Recreio | Emissora Nacional

Áudio

Ficha Técnica

Adaptação realizada por: 

Produção: Maria Madalena Patacho

Narração: –

 

Data de Transmissão: 20/04/1973

Tramistido por: Emissora Nacional

Programa: Meia Hora de Recreio

 

Registo de Som: Manuel Marques

Montagem: Horácio Gonzaga

Capa do Áudio: Bruno Leal

 

Link de Referência: Meia Hora de Recreio – RTP Arquivos

Manuela: Maria Antónia

Maria: Milucha

Xico: Armando Pinto

Luís: José Manuel

Pai: António Sarmento

Mãe: Maria Schultz

Padrinho Pascoal: Alexandre Vieira

Uma criada: Maria Brito Malta

Um homem: Fernando Cohen

Narrador: Meia hora de Recreio.  

Narrador: Amiguinhos antes de começar o vosso programa de hoje, queremos desejar a todos os nossos pequenos e grandes ouvintes, uma Páscoa Santa e feliz a todas muito boas festas.  

Narrador: Hoje vão escutar um conto de autoria de Maria Isabel de Mendonça Soares, as amêndoas do padrinho Pascoal.  

Narrador: Personagens Manuela, Maria Antónia, Maria, Milucha, Chico, Armando Pinto, Luiz, José Manuel, o Pai, António Sarmento, a mãe, Maria Schultz, o padrinho Pascoal, Alexandre Vieira, uma criada, Maria de Brito Malta, um homem, Fernando Cohen, registe som de Manuel Marques, montagem de Horácio Gonzaga.  

Narrador: Produção de Maria Madalena Patacho.  

Mãe: Meninos não se demorem.  

Mãe: Veste o casaco, Manuela, o dia está bonito, mas ainda não é verão.  

Mãe: E tu aí os dois é tão, Chico e Maria.  

Chico: Foi ela que.  

Maria: Eu não fiz nada.  

Maria: Ele é que.  

Chico: Escusas falar mais comigo.  

Mãe: Não impliquem mais um com outro, pronto.  

Mãe: E vão arranjar se depressa Luisinho guarda os carros na gaveta. Estamos atrasadíssimos e o padrinho Pascoal não gosta de esperar.  

Maria: Ó mãe, porque é que nós tem que por força ir à casa do padrinho Pascoal todos os anos pela Páscoa.  

Luiz: Antes, queria ficar a brincar com os meus automóveis.  

Mãe: Hoje não pode ser o padrinho Pascoal convidou-nos.  

Mãe: Oiçam, é o pai já está com o carro.  

Luiz: É tão especial padrinho Pascoal, não é? Mora naquela quinta zona, nunca sai e quando chega a Páscoa é que se lembra de escrever a mandar nos ir almoçar com ele.  

Mãe: Ele não manda, convida.  

Luiz: Ora A irrelevância é subjetiva Convida, mas nós não pode dizer que não, então isso é mandar.  

Pai: O padrinho Pascoal é uma pessoa de idade.  

Maria: É velhíssimo, com certeza, já era padrinho do avô tem mais de 100 anos.  

Mãe: Dispara-lhe Maria. O Pedrinho Pascoal tem 80 anos.  

Luiz: Eu cá tenho 8.  

Maria: Para dizer a verdade, eu até gosto do Padrinho Pascoal.  

Maria: Mas sinto assustada em frente dele.  

Maria: Aquela sala tão grande, cheia de livros e retratos.  

Chico: E depois a mania que ele tem.  

Pai: Não se diz manias, Chico é falta de respeito.  

Chico: Bom não será mania, mas como lhe hei de chamar? A ideia que ele tem, está bem assim?  

Pai: Sim, pode ser.  

Chico: E daí que eu tenho que dizer as coisas pão, queijo, nunca se sabe que fala, o que tem lá na cabeça.  

Pai: Concordo que o padrinho Pascoal tenha as suas originalidades, mas é um verdadeiro sábio.  

Luiz: Ele inventou algo?  

Pai: Os sábios nem sempre são inventores, têm a sabedoria da vida, o que é igualmente importante.  

Pai: O padrinho Pascoal, aprendeu muito a observar as pessoas e os acontecimentos.  

Chico: Pudera durante 80 anos a olhar e a pensar.  

Maria: Que ira ele inventar hoje para nos dar ao almoço.  

Manuela: Seja lá o que for desde que se coma.  

Manuela: Já vou cheia de fome.  

Mãe: É do ar do campo respirem fundo que este ar puro da mais saúde do que 10 frascos de vitaminas.  

Chico: Já se vê daqui à casa do padrinho Pascoal entre as árvores.  

Pai: Pronto chegámos tocar sineta.  

Padrinho Pascoal: Olha sendo muito bem vindos, meus afilhados.  

Pai: Então como passou padrinho Pascoal.  

Mãe: Muito as festas padrinho Pascoal.  

Chico, Maria, Luiz, Manuela: Muito boas festas, padrinho Pascoal.  

Padrinho Pascoal: Muito obrigado afilhados e boas festas igualmente para todos os boas e santas festas.  

Mãe, Chico, Maria, Luiz, Manuel, Pai: Obrigado!  

Padrinho Pascoal: Olha lá pequenos, naturalmente preferis, ficar pelo jardim a pular como cabritos novos á solta, enquanto o almoço não vai para a mesa, não é assim?  

Padrinho Pascoal: Está bem, correrei por aí em liberdade que para gaiola já basta morar num sexto andar. Se eu tivesse a vossa idade e as vossas pernas fariam mesmo e infelizmente eu já não tenho por isso foi lá para dentro sentar-me à conversa com os vossos pais.  

Chico: O melhor da visita ao padrinho Pascoal é este grande Jardim.  

Chico: Eu do que mais gosto é do lago se tivesse trazido os meus calções de banho, até dava já um mergulho, que raiva não me ter lembrado.  

Luiz: O que eu queria aqui era a minha bicicleta.  

Maria: Talvez o padrinho Pascoal tenha uma.  

Chico: O quê uma bicicleta sonhas, só se for um daqueles triciclos antigos.  

Chico: Velocípedes ou lá como se chamam com uma roda muito grande na frente e duas muito pequenas atrás, nunca viste em desenho num livro?  

Maria: Já sei como as de equilibristas do circo.  

Chico: Pois o padrinho Pascoal é tão antigo como essas maquinetas.  

Maria: Sabem o que me parecia há bocado, padrinho Pascoal, quando olhei para ele assim, muito alto e magro, careca e com o nariz comprido.  

Chico: Diz lá.  

Maria: Parecia mesmo uma cegonha.  

Chico: Eu.  

Chico: É mal feito nós rir-se do padrinho Pascoal, ele é bom e gosta muito de nós.  

Chico: Bem a gente da teu rir devido ao que a Maria disse, mas não era para fazer troça, acho eu.  

Maria: Eu também não pensei naquilo por mal.  

Maria: Vem má ideia sem querer.  

Mãe: Meninos, meninos venham almoçar o senhor Doutor Pascoal já está à espera.  

Chico: Vamos agora não comesse a rir Maria nem fazer rir também com as suas macaquices do costume.  

Maria: Não olhe para mim.  

Chico: Os senhores não riem como dois malucos, estão à bulha.  

Luiz: Ó Manuela, tu pensas que o padrinho Pascoal nos vai dar amêndoas a sobremesa?  

Chico: Então não havia dar porquê?  

Chico: Onde é que já se viu, almoço de Páscoa sem amêndoas?  

Luiz: Eu cá gosto de amêndoas.  

Chico: Também bem eu.  

Luiz: Ó Chico onde estão as amêndoas?  

Chico: Sei lá. Em cima da mesa é que eu não vejo nenhuma.  

Chico: Se calhar ainda estou na loja.  

Maria: Cala-lhe Maria, daqui a pouco padrinho Pascoal ouve-lhe.  

Chico: Talvez seja um bocadinho surdo.  

Chico: Parece que não vai haver amêndoas.  

Maria: Como o padrinho Pascoal nunca se sabe, tem sempre surpreendidas na manga do casaco, como os ilusionistas do circo.  

Padrinho Pascoal: Então vozes aí meninos, vocês não querem repetir o assado?  

Maria: Não, obrigada padrinho Pascoal.  

Chico: Já repeti padrinho Pascoal. Muito obrigado.  

Luiz: Não quero mais obrigado.  

Chico: Eu também não.  

Padrinho Pascoal: Já vos entendo, guardas os para a sobremesa, pois aí a tendes. É um dos deliciosos, uma velha receita, muitos anos na posse da família leva açúcar, ovos canela.  

Luiz: E amêndoas?  

Padrinho Pascoal: Não, não. Amêndoas não leva, as amêndoas, são comidas no fim, esperar aí tudo a seu tempo.  

Padrinho Pascoal: Primeiro o doce, depois uma gota de vinho fino para fazer as saúdes.  

Luiz: E a seguir é as amêndoas, é?  

Padrinho Pascoal: Para quem as merecer, para quem as souber ganhar?  

Padrinho Pascoal: Saboreei o doce e depois direis-me se não é famoso.  

Padrinho Pascoal: E agora.  

Chico, Pai, Maria, Luiz, Manuela:

 As amêndoas.  

Padrinho Pascoal: Não ainda não, agora é a vez de beber á a vossa saúde e vós á a minha. Este é um vinho precioso. Tem 40 anos.  

Chico, Pai, Maria, Luiz, Manuela: Aí tão velho. Se calhar não presta.  

Padrinho Pascoal: Á vossa saúde por muitos anos e bons, Páscoa feliz, meus afilhados.  

Chico, Pai, Maria, Luiz, Manuela: Páscoa feliz. Pascoal.  

Padrinho Pascoal: E finalmente.  

Maria: Agora que é certo agora é que vamos comer as amêndoas.  

Padrinho Pascoal: É gulosa e impaciente Maria, terá muito que aprender ainda.  

Maria: Aprender o quê?  

Chico: O que maçador é. Não percebe que estamos todos à espera do que o padrinho Pascoal vai dizer.  

Padrinho Pascoal: Bom, bom, bom.Então escutei lá?  

Padrinho Pascoal: Ô ô, ou melhor.  

Padrinho Pascoal: Deixei que eu tire aqui da minha carteira.  

Padrinho Pascoal: Ora, aqui estão.  

Padrinho Pascoal: 1234

Luiz: Oh, são 4 cartas,  

Maria: 4 subscrito.  

Chico: É dinheiro para comprar amendoins, adivinhei, não adivinhei?  

Padrinho Pascoal: Não, não, não, Senhor. Não adivinhaste, vá pegai lá meninos um subscrito para cada um de vós para si Chico, para a Maria, este é para Manuela e agora por fim, este para o Luís.  

Padrinho Pascoal: Não, não, não podeis abri-lo.  

Padrinho Pascoal: Aí não, não, por enquanto,  

Chico: Então para que servem?  

Chico: Quando é que se abrem?  

Maria: Mas o que é padrinho Pascoal?  

Luiz: Mas aqui dentro não cabem as amêndoas.  

Padrinho Pascoal: Pois, não, pois não? As amêndoas tereis vós das encontrar, das descobri.  

Maria:  Mas onde?  

Padrinho Pascoal: Sabe-se lá, ora bem.  

Padrinho Pascoal: Ouvi com atenção, cada um levará consigo o seu subscrito.  

Maria: Fechado?  

Padrinho Pascoal: Sim, sim, sim, sim. Fechado  

Padrinho Pascoal: Saireis para o jardim e só então podereis abrir, dentro encontrareis.  

Maria: O que eu quê, o quê?  

Padrinho Pascoal: Logo sabereis. A ida e da procura.  

Chico: Até parece um romance policial. O mistério das amêndoas desaparecidas.  

Maria: Deixa de conversa e levanta-te que o padrinho Pascoal já deu licença.  

Chico, Maria, Manuela: Vamos.  

Chico: E esta  

Chico: Eu não dizia que o padrinho Pascoal tinha ideias especiais.  

Chico: Oiçam lá o que está escrito aqui neste papel.  

Chico: Segue o caminho do Sol e traz a luz que é seu farol. Mas que esquisito, não se percebe nada.  

Chico: No meu também é um papel, diz assim, o que foi lá vai sempre em frente procurai que quererá dizer isto? Como é o teu Maria?  

Maria: Diz o vento norte só para forte, será o seu passaporte.  

Chico: Não adianta nada, fico na mesma.  

Manuela: Se fica na mesma é porque é estúpido, eu cá, percebi muito bem.  

Chico: Não me chame estúpida malcriada.  

Manuela: Mas não és estúpido, é burro que vai dar no mesmo.  

Chico: Nunca mais te falo.  

Chico: Vá-lá calem-se, vocês não se podem aturar. Ó Luís, foste capaz de ler o teu papel. O queres que te ajude?  

Luiz: Eu sei.  

Luiz: O carro está a cantar.  

Luiz: É perto.  

Luiz: Não tens que errar.  

Maria: Bem, não podemos perder mais tempo a olhar para as letras sem fazer nada. Eu cá vou à procura das minhas amêndoas.  

Padrinho Pascoal: Um momento meus pequenos.  

Chico: O que foi padrinho Pascoal?  

Padrinho Pascoal: Eu esqueci-me de vos fazer uma recomendação.  

Padrinho Pascoal: Quando encontrares as amêndoas, voltai aqui trazendo o que mais perto estiver delas compreendeste.  

Chico, Manuela, Luiz, Maria:  Está bem.  

Padrinho Pascoal: Podeis ir. Podeis ir.  

Padrinho Pascoal: Não todos para o mesmo lado, não? Cada qual recebeu uma mensagem. Diferentes são os caminhos.  

Maria: Segue o caminho do Sol. Traz a luz que é teu farol.  

Maria: Mas como é que eu vou fazer?  

Maria: O caminho do sol.  

Maria: Será ir por esta rua fora.  

Maria: Naturalmente é. O sol dá nesta parede.  

Homeno: Boas tardes menina.  

Maria: Olá muito boa tarde, o senhor sabe me dizer faz favor. Qual é o caminho do Sol?  

Homeno: O caminho do sol?  

Maria: Sim, o meu padrinho Pascoal foi assim que disse.  

HomenoAh a menina é afilhada do sr. doutor Pascoal, então eu disse que isso é brincar com certeza.  

Maria: Pois é, é uma espécie de jogo. Os meus irmãos e eu temos de procurar as amêndoas da Páscoa.  

Maria: E a mim calhou-me seguir o caminho do sol e trazer de volta uma luz, mas deus candeeiros estão apagados a luz do sol não se agarra.  

Maria: À por aqui perto alguma luz que não seja a do sol?  

Homeno: Bem a dizer a verdade, luz, só se for é do nicho da santinha acolá ao virar da esquina.  

Maria: Será essa?  

Homeno: A menina experimente e já ali adiante.  

Maria: Aí obrigada.  

Maria: Lá está uma lamparininha acesa é aqui. E um cartucho atado com laço azul a, mas são as amêndoas são.  

Maria: Então e o farol.  

Maria: E a luz que eu hei de levar ao padrinho?  

Maria: Aí uma vela escondida atrás do cartucho deve ser isso que o padrinho Pascoal quer, acendo na luz da lamparina e vou levá-la devagarinho sem a deixar apagar.  

Luiz: O cão está a cantar  

Luiz: É assim que diz o meu papel?  

Luiz: É muito fácil. O cão canta na capoeira, é lá que estão as amêndoas, viva já descobri.  

Luiz: Ó galinhas, onde é que guardas as amêndoas, diz lá.  

Luiz: Se calhar escondeste as na palha.  

Luiz: Olha, olha foi, cá está cartucho cheio de amêndoas mesmo ao pé de um ovo. Ganhei, ganhei, viva Manuela, Manuela, estão aqui, as minhas amêndoas já encontraste as tuas?  

Maria: Cuidado Luizinho olha que apagas a vela e tenho que levar a acesa ao padrinho Pascoal.  

Luiz: Aí que me esqueci.  

Maria: De quê?  

Luiz: Do que disse o padrinho Pascoal, trazendo uma coisa que estivesse ao pé das amêndoas.  

Luiz: Mas o que é que estava ao pé das amêndoas?  

Luiz: Era um ovo.  

Maria: Aí, então devias tê-lo trazido.  

Luiz: Vou buscá-lo. Espera aqui por mim que eu não demoro nadinha.  

Maria: Mas ó Luizinho não venhas a correr.  

Maria: Se não faz ovo em gemada.  

Chico: O que foi lá vai lá vai sempre em frente procurai, de toda esta charada só por ser uma coisa.  

Chico: Que é preciso procurar em frente, vamos a isto e veremos o que encontra em frente do nariz.  

Chico: Afinal, parece-me, estou cheio de sorte, pus-me a mandar a direito pela rua que leva à horta e dei logo o meu cartucho de amêndoas na borda do poço.  

Chico: Bem bomapetece-me trincar já uma, se calhar o padrinho Pascoal não gosta que se abra cartuchos por enquanto.  

Chico: Temos que levar, não sei o que é ao mesmo temposei lá o que há de ser, aquilo que estiver mais perto das amêndoas, disse ele. Ora, o que está mais perto é o parapeito do poço no meio de arrancar um bocado cimento.  

Chico: Levar o que?  

Chico: Poço, muro.  

Chico: Água é isso mesmo, descobri, água, levo lhe água.  

Chico: Mas dentro do quê?  

Chico: Só se for na concha da mão, deito a correr e na lei de chegar com uma pinguinha, pelo menos.  

Chico: E esta agora.  

Chico: Só para forte vento norte, este é o teu passaporte, que giro o vento norte até se parece comigo. A mãe diz que eu armo cada pé de vento a discutir.  

Chico: Por isso é que o Chico ficou zangado.  

Chico: Vento Norte.  

Chico: Que já dizer que devo seguir em direção ao norte, se calhar é, eu sei lá para onde fica o norte.  

Chico: A estrela polar indica o Norte.  

Chico: Mas de dia não se vê estrelas.  

Chico: A bússola aponta para o norte, que é dela. Não tenho que a bússola nenhuma.  

Chico: Espera lá.  

Chico: O catavento do telhado da casa lá está ele pronto, o norte fica para aquele lado.  

Chico: Livra que já não sinto os pés farinha de andar e nada que se pareça com cartucho de amêndoas ou menos.  

Chico: Oliveiras, Oliveiras.  

Chico: Olha, olha finalmente penduradas no ramo que giro é caso para vir nos jornais como um fenómeno, uma oliveira que dá amêndoas em vez de azeitonas.  

Chico: Mas o pior é chegar-lhes.  

Chico: O ramo é alto.  

Chico: Com ei de apanhar o cartucho.  

Chico: Só se só se puxar.  

Chico: O ramo com um pau.  

Chico: Assim.  

Chico: Ótimo deu resultado, caiu cartucho no chão.  

Chico: Aí lá vão os meus irmãos, Manuela.  

Maria: Chico. Luiz. Esperem por mim.  

Chico: Ó Maria sempre és uma cabeça no ar, então só trouxeste o cartucho das amêndoas.  

Chico: Então é quanto basta.  

Maria: Mas não é o padrinho Pascoal disse trouxéssemos aquilo que estivesse mais perto das amêndoas, não foi?  

Chico: Oh pois foi. Lembrei-me agora aí que parvoíce.  

Chico: Mas o que estaria perto das minhas amêndoas. Elas estavam penduradas num ramo. Aí está era isso um ramo de Oliveira.  

Chico: Aí! Meu Deus, não chego lá.  

Chico: O ramo estava tão alto, o embrulho ainda o fiz cair atirando lhe com um pau, mas cortar um ramo de Oliveira tão alto não é coisa assim tão fácil.  

Luiz: A gente ajuda.  

Chico: Tu és um ninguém de gente. Como é que podias lá chegar?  

Maria: Eu sou mais alta do que tu.  

Chico: Mesmo assim não chegavas, não tens força.  

Maria: Pede ao chico, ele zangou-se comigo  

Maria: Disse que nunca mais me falava.  

Chico: A culpa foi tua, não foi?  

Chico: Queres que te ajude a cortar o ramo?  

Chico: Eu queria, mas…  

Chico: Talvez todos juntos lá cheguemos. Qual é Oliveira?  

Chico: É aquela.  

Chico: Vamos lá ao pé Luiz trepa as minhas costas vocês duas seguram no.  

Chico: E ele apanhou um raminho.  

Maria: Tiveste uma ótima ideia Chico, anda Luís monta às cavalitas.  

Maria: Não tenhas medo que não cais.  

Luiz: Eu medo, não tenho medo nenhum.  

Luiz: Viste Maria julgavas que eu era pequeno, não chegava lá, toma o teu ramo de oliveira para dares ao padrinho Pascoal  

Chico: Obrigada, Luisinho, obrigada Manuela, ó Chico muito obrigada tu és muito melhor que eu desculpa.  

Chico: Deixa lá não se pensa mais nisso.  

Luiz:  vamos depressa mostrar as amêndoas ao padrinho Pascoal.  

Chico: Vamos. Vamos.  

Chico, Manuela, Maria, Luiz:  Ganhei, ganhamos!  

Padrinho Pascoal: Quero ver se as mereceis.  

Padrinho Pascoal: Hora mostrai-me as vossas descobertas.  

Luiz: Eu encontrei um ovo.

Padrinho Pascoal: Muito bem, Luizinho, encontraste o que era preciso.  

Maria: E eu trouxe uma vela acesa era isso?  

Padrinho Pascoal:  está certo, está certo, e vocês os dois tu aí, Chico.  

Chico: Eu, eu trazia água na concha da mão.  

Chico: Até vinha a correr muito depressa para não a perder, mas afinal.  

Padrinho Pascoal: Chegaste de mãos vazia?  

Chico: Ele não teve a culpa padrinho Pascoal foi ajudar-me a apanhar o ramo e  

Chico: Esqueci-me de água que trazia com tanto cuidado e lá se foi toda.  

Padrinho Pascoal: O que foi lá vai lá vai.  

Padrinho Pascoal: E era mesmo assim que devia ser.  

Padrinho Pascoal: E tu Maria.  

Padrinho Pascoal: Apanhaste o teu ramo de Oliveira pelo que vejo  

Chico: Eu não sozinha, não fui capaz se não fosse a ajuda deles todos.  

Padrinho Pascoal: Louvado seja Deus é esta a Páscoa verdadeira.  

Luiz: Já podemos comer as amêndoas padrinho Pascoal.  

Padrinho Pascoal: Podes sim, Luís, mas escuta uma coisa muito importe.  

Padrinho Pascoal: A Páscoa é muito mais do que amêndoas cobertas de açúcar muito mais o ovo que encontraste, representa a vida. A Páscoa é vida porque Jesus ressuscitou e vive connosco para sempre.  

Padrinho Pascoal: É Páscoa é luz, por isso trouxe-te a vela acesa Manuela?  

Padrinho Pascoal: A Páscoa é o perdão, água que todo lava e tudo leva.  

Padrinho Pascoal: Tu Chico esqueceste a zanga com a Maria, perdoaste o que foi lá vai lá vai, dizia, a tua mensagem não era?  

Padrinho Pascoal: E com a vida, a luz e o perdão alcançaram a paz representada pelo ramo de Oliveira trazido pela Maria.  

Padrinho Pascoal: Lembrai-vos filhos, a paz só é possível se todos se ajudarem uns aos outros, como vós.  

Padrinho Pascoal: Boas Festas pequenos, Santa Páscoa na paz de Cristo.  

Chico, Maria, Manuela, Luiz: Páscoa feliz, padrinho Pascoal.  

Narrador: A Emissora nacional acaba de transmitir para os seus pequenos ouvintes um conto de Maria Isabel de Mendonça Soares. As amêndoas do padrinho Pascoal, produção de Maria Madalena Patacho.

Outros Contos

Histórias para ler e ouvir

O Cavalo Mágico

O Cavalo Mágico

Era uma vez um menino que foi parar em um reino mágico. Assim que, lá, chegou, identificou seres mágicos. Enquanto seguia seu caminho, viu um cavalo que voava.

As Três Cidras do Amor

As Três Cidras do Amor

As três cidras do amor é uma bela história onde o bem triunfa sobre o mal. Fala sobre um Rei que procura, incessantemente, uma noiva para o seu único filho.

História da Carochinha

História da Carochinha

Foi a carochinha comprar muitas fitas, rendas, flores, braceletes d’ouro e brincos; enfeitou-se muito enfeitada e foi-se pôr à janela, dizendo:
«Quem quer casar com a carochinha
Que é bonita e perfeitinha?»

A Missa da Meia-Noite

A Missa da Meia-Noite

A Missa da Meia-Noite

 

Áudio

Ficha Técnica

Adaptação realizada por:

Produção: Maria Madalena Patacho

Narração:

 

Data de Transmissão: 17/11/1972

Transmitido por: Emissora Nacional

Programa: Meia Hora de Recreio

 

Registo de Som: Silva Alves

Montagem: José Ribeiro

Capa do Áudio: Bruno Leal

 

Link de Referência: Meia Hora de Recreio – RTP Arquivos

Avó: Maria Schultz

Mãe: Maria Brito Malta

Pai: Rui Ferrão

Marinha: Milucha

Teresa: Francisca Maria

João: Manuel Inácio

Narrador: Meia hora de Recreio. Amiguinhos na vossa emissão de hoje vão escutaram conto de Natal da autoria de Maria de Melo.  

Narrador: A missa da meia-noite.  

Narrador: Personagens a avó Maria Schultz, a mãe, Maria de Brito Mal, o Pai, Rui Ferrão.  

Narrador: Clarinha Milucha,  Teresa, Francisca Maria, João, Manoel Inácio.  

Narrador: Registo de som de Silva Alves, montagem de José Ribeiro, produção de Maria Madalena Patacho.  

Mãe: Estão todos prontos, é quase meia-noite.  

Pai: São horas, vamos embora.  

Mãe: Meninos agasalhem se bem. Abotoem os casacos, enfiem os gorros, calcem as luvas.  

Pai: Agora parece que não chove.  

Pai: Olha, já ouço os Sinos a tocar.  

Teresa: Vamos depressa.  

Avó: Então adeus até já.  

Pai: Cá estamos depois para a ceia.  

Teresa: Já está tudo preparado.  

Avó: Então adeus.  

Mãe: E saíram todos para a missa da meia-noite. Todos.  

Narrador: Ficaram só a avó e aquela neta no aconchego da salinha confortável, onde um fogo de lenha crepitava alegremente no fogão.  

Narrador: E um dos enfeites de Natal dispersos por todos os lados, a árvore toda ornamentada.  

Narrador: E o bonito presépio armado sobre a cómoda antiga, contribuíam para criar um ambiente festivo  

Narrador: Ficaram só a avó e aquela neta a avó, porque era já muito velhinha e as noites de Inverno, as noites de Dezembro são frias, são más, são perigosas para os velhinhos saírem à rua.  

Narrador: A neta Clarinha porque estava ali com aquele trambolho de gesso na perna esquerda e não podia deixar da ter estendida.  

Narrador: A neta estava triste, estava quase amuada.  

Narrador: Bem, sabia que o que lhe tinha acontecido não era culpa de ninguém, nem dela própria e da sua imprudência.  

Narrador: Mas não se podia conformar, tinha partido a perna de uma maneira muito estúpida no último dia de aulas, numa daquelas quedas que ninguém é capaz de explicar como e porque aconteceram.  

Narrador: Estava amuada e não se conformava com a pouca sorte com o azar, com a fatalidade, com o destino lá o que lhe quisessem chamar que o obrigava a ficar quieta imóvel ali naquele sofá, uma época do ano tão alegre, tão divertida, tão movimentada como é o Natal e as férias do Natal, era realmente desolador.  

Narrador: Avó viu-lhe a carita desconsolada e empurrou a sua poltrona para junto do canapé, onde ela estava estendida.  

Narrador: Pegou lhe na mão com meiguice e falou.  

Avó: Lá se foram todos.  

Avó: Ficamos as 2.  

Avó: A avó e, e a neta.  

Avó: Hã então?  

Avó: A minha neta ficou muito triste por não ir à missa da meia-noite com os outros, não ficou?  

Clarinha: Fiquei sim a minha avó.  

Clarinha: E a avó?  

Clarinha: Não ficou triste também? Não tem pena?  

Avó: Oh Sim, tenho pena, muita pena.  

Avó: Com certeza tenho ainda mais pena do que tu e queres saber porquê, Clarinha?  

 Clarinha: Queres sim avó, porquê?  

 Avó: Porque tu vais ficar boa.  

Avó: Não está nas mesmo a ficar boa, para o ano, podes ir à missa da meia-noite e eu.  

Avó: O mal que me prende em casa, a velhice é um mal sem remédio que só se agrava de ano para ano.  

Avó: E nunca mais na minha vida, vou à missa do Natal.  

Clarinha: Isso é verdade. Coitada da avó.  

Avó: Não, não me digas coitada da avó.  

Avó: Fui a muitas missas da meia-noite durante esta vida tão longa.  

Avó: Tão longa que tem sido a minha, e por isso sei tão bem como tudo, como tudo se passa, que olha ligo o rádio.  

Avó: Vês. E fecho os olhos.  

Avó: É como se estivesse lá.  

Avó: Na Igreja dentro de mim, na minha memória.  

Avó: Pois tudo tão bem, tão claro.  

Avó: Como te vês a ti e tu me vês a mim.  

Clarinha: Escuta , parece que a missa já vai começar.  

Avó: Acendem se todas as luzes do altar.  

Avó: Os fiéis, ocupam os seus lugares.  

Avó: Repicam se sinos. Ouves?  

Avó: E o corpo canta numa grande alegria.  

Avó: Lembras-te do ano passado?  

Avó: Da missa da meia-noite a que assististe Clarinha?  

Avó: O que é que cantam ao começar a missa minha neta?  

Clarinha: Não sei bem, não me estou a lembrar, devia estar distraída.  

Clarinha: Olha Teresa, tanta gente que vem atrasada, que só agora chega.  

Clarinha: Até a Senhora estou na Júlia, a minha catequista que está agora a entrar.  

Clarinha: Não é bonito. Uma catequista vir atrasada para a missa da meia-noite, não achas? Olha.  

Clarinha: A Manuela com a família toda, até o irmão mais pequenino.  

Clarinha: Vez a Luísa com casaco novo encarnado, todo bonito.  

Clarinha: É a senhora dona Claudina pelo braço do gorducho do marido.  

Clarinha: Que penteado do ratão que ela traz?  

Clarinha: Como a popa maior que ela.  

Clarinha: Aí que vale que fica.  

Clarinha: Devia estar distraída a ver as pessoas que chegavam atrasadas.  

Avó: O coro canta.  

Avó: Glória a Deus nas alturas e paz na Terra, aos homens de boa vontade.  

Avó: Um grito de triunfo, glória a Deus nas alturas, uma súplica dos homens e das mulheres e até dos meninos na sua agitada luta terreno.  

Avó: Paz na Terra aos homens de boa vontade.  

Clarinha: É bonito e sua avó se explicar por si falo mais.  

Avó: E o que disse o padre, o celebrante? Lembras-te?  

ClarinhaOh avô. Não reparei.  

Clarinha: Não ouvi, devia estar a pensar nos presentes que gostava de ter.  

Clarinha: Que irá encontrar no meu sapato?  

Clarinha: Terei tudo o que pedi, queria tantas coisas, livros, chocolates, umas luvas novas,aquele lenço de cabeça, muito bonito que vi numa montra.  

João: Eu pedi um jogo de construções.  

 Teresa: E eu queria discos novos.  

João: Eu gostava de um rádio portátil?  

Clarinha: Eu preciso de um par de patins?  

Clarinha: Devia estar a pensar nos presentes que eu e os manos íamos encontrar nos nossos sapatos.  

Avó: O celebrante anuncia assim.  

Avó: Um filho nos nasceu, um menino nos foi dado, nos foi dado. Repara bem a nós, a mim e a ti.  

Avó: Um menino pequenino que espera de nós, amor.  

Avó: Muito amor, como todos os meninos pequeninos que precisam do amor das pessoas mais crescidas.  

Avó: Ele também.  

Clarinha: Nunca tinha pensado nisso, avó?  

Avó: Pois é.  

Avó: Todos nós pensamos pouco nessas coisas, e é pena.  

Avó: Sexo depois, várias leituras sobre a vinda de Jesus.  

ClarinhaEstou a ouvir em palavras simples e bonitas, conta-se o que todos nós mais ou menos já sabemos.  

Avó: E a missa vai continuando?  

Avó: Tal como a sineta.  

Avó: Ouves?  

Avó: É para chamar as pessoas ao recolhimento do momento mais solene.  

ClarinhaPois é, disso, lembro-me, lembro-me até que dei um pulinho no meu lugar de sobressalto, quando ela tocou de repente.  

Avó: Estavas distraída Clarinha?  

Clarinha: Estava e até pensei nessa altura que fazia mal e não prestar mais atenção.  

Avó: E então todos dizem em voz alta, o que é que dizem? serás capaz de repetir?  

Clarinha: Não sou avó.  

Clarinha: Que vergonha.  

Clarinha: Em vez de ouvir, devia estar a pensar nos preparativos que tinham sido feitos para a ceia, com certeza.  

Mãe: Quem vai bater os ovos para a Rabanada?  

João: Peru já está a ficar Dourado.  

João: Já cheira bem.  

João: Até já estou a lamber os beiços.  

Pai: Já puseram sal na canja?  

Clarinha: Ou limão, onde é que está o limão?  

Pai: Está ali naquele canto da mesa.  

Mãe: É a canela, quem é que tem a canela?  

Clarinha: Foi a Teresa que lhe pegou para enfeitar o arroz doce.  

João: Que habilidade que ela tem, olhem para a travessa. Desenhou as letras com a canela.  

João: Boas Festas.  

Pai: Aqui está o papel de prata para enfeitar as pernas do peru, já franjado e tudo.  

Clarinha: Já preparei os rabanetes até parecem flores.  

Mãe: E que isto é uma extensiva, as com figos, passas  ,nozes.  

Mãe: Pinhões e avelãs.  

Clarinha: Eu arrumo fruta, laranjas e maçãs em pirâmide e um raminho de azevinho com muitas bolinhas vermelhas no alto a enfeitar.  

Clarinha: Não fica bonito?  

João: Está tudo tão bom, tão bonito.  

Clarinha: Tão apetitoso.  

Clarinha: Com certeza estava distraída outra vez.  

Clarinha: Mas era sem querer. Avó.  

Avó: Todos disseram Bem dito que vem em nome do senhor.  

Avó: Agora é a elevação.  

Avó: Depois o pai nosso.  

Avó: Tu sabes rezar o Pai-Nosso, é claro.  

Avó: Rezaste o Pai-Nosso nessa missa?  

Clarinha: É claro que sei. É claro que rezei.  

Avó: Então quando rezaste, disseste assim?  

Avó: Perdoai as nossas ofensas, como nós perdoamos aos que nos ofenderam.  

Avó: Como tu Clarinha, perdoavas aos que te tinham ofendido, não foi?  

Clarinha: Devia ter sido avó mas, mas pensando bem, eu creio que disse essas palavras um pouco no ar. Estava zangada com um dos manos e.  

João: Clarinha, emprestas-me o teu livro novo.  

Clarinha: Eu? Era o que faltava.  

Avó: Já não te lembras que estiveste a troçar de mim que levaste a manhã a fazer pouco de mim, e agora queres que te empreste o meu livro novo? Já é topete, não, meu amigo não empresto.  

João: Mas era a brincar Clarinha.  

João: Eu já te pedi desculpa.  

Clarinha: Mas Eu Não desculpo, não desculpe, já disse se foi brincadeira. Foi uma brincadeira parva. Eu detesto brincadeiras parvas, por isso não desculpo.  

João: Tu és má Clarinhaestás a ser mesmo má.  

Clarinha:  Quero lá saber.  

Clarinha: Não empresto meu livro novo, nem presto mesmo pronto.  

Clarinha: Estava zangada com os manos e continuei zangada. Não lhe emprestei o meu Livro Novo. Eu sei que fiz mal.  

Avó: Pois fiz este.  

Avó: Ouvem agora ou a desta Fidélis?  

Avó: Aproximai vos fiéis 20 e adoremos.  

Avó: Todos Unidos a adorar, todos, como só um.  

Avó: Era assim, não é?  

Clarinha: Devia ser.  

Clarinha: Mas eu estava a pensar que achava o Jingle Bells, sabe quando é avó, não sabe Jingle BellsJingle Bells,Jingle all the wayestava a pensar que achava o Jingle Bells uma música mais engraçada.  

ClarinhaE ao mesmo tempo, estava com vontade de rir.  

Clarinha: Repara, neste senhor que está à minha frente.  

Teresa: Que gordo que gordo parece uma baleia.  

Clarinha: O que ele sopra até dá vontade de rir.  

Clarinha: Ai ai, não empurre.  

Avó: Magoei? Desculpe menina foi sem querer.  

Clarinha: Pois magoou. Sou pequena, mas não tanto que não me possam ver e há tanto espaço. A Igreja é tão grande.  

Clarinha: Irritei me.  

 Clarinha: Foi pena, mas foi assim.  

Avó: Foi pena, foi porque afinal não fizeste um com essas pessoas, não te uniste ao senhor gordo de que fizeste troça não uniste, a Senhora desastrada, que te empurrou, que te magoou sem querer.  

Avó: É a comunhão agora.  

Avó: Do comungaste na missa da meia-noite do ano passado comungaste Clarinha?  

Clarinha: Imagino que não, avó e tive tanta pena, mas mesmo quando ia sair para a Igreja.  

Clarinha: O que será que está aqui nesta tacinha?  

ClarinhaAh são chocolates que bons, são daqueles que eu gosto mais com nozes.  

Clarinha: Que delícia.  

Mãe: Clarinha Clarinha, estamos todos à tua espera, não vens?  

Clarinha: Vou já.  

Clarinha: Vão descendo  

Mãe: Mas estás a comer o que tens na boca?  

Clarinha: É eu é é é um chocolate, estava ali naquela tacinha ou Clarinha.  

Mãe: Então tu não vais comungar?  

Clarinha: É verdade, não me lembrei.  

Mãe: Agora já não pode perdeste a tua comunhão do Natal  

ClarinhaOh mãe mas foi só um tão pequenino  

Pai: Pequenino ou grande tanto faz, não podes comungar.  

Clarinha: Tenho tanta pena mãe.  

Mãe: Também Clarinha, tenho muita pena.  

Mãe: Por ti, quem te mandou ser gulosa?  

Mãe: Agora já não há remédio.  

Clarinha: Tentei me, esqueci me e comi um chocolate, por isso não pude comungar.  

Avó: Cabecinha no ar. Cabecinha no ar.  

Avó: Não estavas a pensar no que era mais sério, afinal vês tu.  

Avó: Agora celebrante dá a bênção final. Depois, diz ide em paz e o senhor vos acompanhe.  

Avó: Agora e sempre a toda a hora.  

Avó: No dia de Natal e em todos os dias por toda a vida.  

Avó: Em seguida, as pessoas não saem logo, ficam ainda.  

Avó: Segue-se a cerimónia dar o menino Jesus a beijar a todos os fiéis.  

Clarinha: Eu não gosto muito disso, eu vou, sabe?  

Avó: Faz por compreender Clarinha é um símbolo, um símbolo bonito, um ato de amor que é acessível a todos.  

Avó: Mesmo aqueles que como tu no ano passado, por uma ou por outra razão, não se aproximaram da eucaristia, o que, é claro, é um verdadeiro gesto de amor, mas mesmo assim prestam a sua homenagem.  

Avó: E pronto a missa da meia-noite acabou.  

Avó: Acabou a Transmissão.  

Avó: Daqui a pouco, estão todos a chegar.  

Avó: É preciso pôr mais uma acha no lume.  

Avó: Pronto assim assim.  

Clarinha: Tenho pena de não poder ajudar, avô.  

Avó: Não faz mal.  

Avó: Vão chegar todos não tarda nada.  

Teresa: A Igreja é perto.  

Avó: Já não estarás sozinha com a velha avó  

Clarinha: Minha avó sabe.  

Clarinha: Esta missa da meia-noite esta missa da meia-noite a que não fui, foi a melhor de todas as missas de Natal que eu tenho ouvido.  

Clarinha: Foi a primeira vez em que vivi o Natal a valer.  

Clarinha: E foi a avó que me ensinou.  

Clarinha: Que bom, nunca mais me esquecer dela. Obrigada avó por me terem ensinado a missa da meia-noite.  

Narrador: E a neta pegou na mão enrugada na mão encarquilhada da avó velhinha e beijou a com carinho com respeito.  

João: Boas Festas e.  

 Pai,Teresa,João  

Feliz Natal.  

Feliz Natal, Coleirinha.  

João: Está frio lá fora.  

Mãe: Não, mas aqui está bom, tão quentinho.  

Pai: Que rico lume.  

Clarinha: Foi a avó que esteve a arranjar antes de vocês chegarem.  

Clarinha: Que rica avó.  

Teresa: Foi bonita a missa da meia-noite.  

Pai: A Igreja estava cheia de gente.  

Mãe: Agora vamos à ceia.  

Teresa: Então está tudo pronto?  

Mãe: Está é só passar para a sala de jantar.  

João: Avó entendo o seu braço. Venha comigo.  

Teresa: Bom, nós vamos levar a Clarinha e o seu sofá. Oh João pega por esse lado, faz favor, eu pego deste, vá lá, vá o pá. Assim transportamos assim com todo o cuidado, a nossa inválida, vá lá.  

Teresa: Aqui pronto já está instalada,  aqui na cabeceira da mesa, com todas as honras ao lado da avó.  

Avó: Oh que lindo que está o centro que bonita mesa.  

João: Eu estou cheio de apetite.  

Clarinha: E eu.  

Avó: Ponham um disco, um disco a dizer com a festa de Hoje.  

Narrador: A emissora nacional acaba de transmitir para os seus pequenos ouvintes um conto de Natal da autoria de Maria de Melo.  

Narrador: A missa da meia-noite, produção de Maria Madalena para todos.

Outros Contos

Histórias para ler e ouvir

O Cavalo Mágico

O Cavalo Mágico

Era uma vez um menino que foi parar em um reino mágico. Assim que, lá, chegou, identificou seres mágicos. Enquanto seguia seu caminho, viu um cavalo que voava.

As Três Cidras do Amor

As Três Cidras do Amor

As três cidras do amor é uma bela história onde o bem triunfa sobre o mal. Fala sobre um Rei que procura, incessantemente, uma noiva para o seu único filho.

História da Carochinha

História da Carochinha

Foi a carochinha comprar muitas fitas, rendas, flores, braceletes d’ouro e brincos; enfeitou-se muito enfeitada e foi-se pôr à janela, dizendo:
«Quem quer casar com a carochinha
Que é bonita e perfeitinha?»

A Cigarra Tonta

A Cigarra Tonta

A Cigarra Tonta

 

Áudio

Ficha Técnica

Adaptação realizada por: Maria Isabel Mendonça Soares

Produção: Maria Madalena Patacho

Narração:

Data de Transmissão: 16/02/1973

Transmitido por: Emissora Nacional

Programa: Meia Hora de Recreio

Locução: Francisca Maria

Registo de Som: Manuel Marques

Montagem: João Silvestre

Capa Áudio: Bruno Leal

Link de Referência: Meia Hora de Recreio – RTP Arquivos

Mãe: Maria Schultz

Maria Rosa: Milucha 

Garoto: José Manuel

Vizinha Teresa: Maria Brito Malta

Pai: Alexandre Vieira

Tio Isidrio da Mata: Rui Ferrão

Mãe: Maria Rosa. Ó Maria Rosa, onde estás tu metida rapariga!  

Maria: Estou aqui, minha mãe.  

Mãe: Anda cá.  

Maria: Pronto aqui estou que me quer.  

Mãe: pega neste jarro vai lá baixa adega e traz vinho, mas não te demores.  

Maria:  Esteja descansada mãe, vou tirar.  

Maria: Quando eu era pequena, não gostava de vir cá abaixo a adega porque tinha medo.  

Maria: A adega é escura quanto é dos baixos arcos de pedra que servem de paredes e separam as divisões umas das outras. Muitas sombras pelos cantos.  

Maria: Mas agora já não me importo nada quanto às patetices, acho até que é divulgar misterioso. Que eu gosto de mistérios é uma espécie de lugar encantado, como só há NOS livros de histórias.  

Maria: Bom, mas a mãe está à espera do vinho, tem que encher o jarro.  

Maria: É engraçado ver o vinho a correr, fazendo bolhas cor-de-rosa quando cai.  

Maria: Muito mais efetivo imaginar coisas do que trabalhar, pelo menos é assim que eu Penso agora, por exemplo, porque de eu ficar parado olhar para o jarro quando posso aproveitar O Tempo e dar uma volta pela adega a imaginar, imaginar.  

Maria: Já sei!   

Maria: Que estou no castelo, no subterrâneo de um castelo.  

Maria: Se esta casa fosse um castelo, eu era uma Princesa Encantada neste subterrâneo.  

Maria: Mas para eu ser uma Princesa Encantada, era preciso haver uma bruxa que me tivesse encantado. Com certeza pode haver encantamentos sem bruxas.  

Maria:  Olha, ali está naquele canto uma vassoura faz de conta que é a vassoura da bruxa. Arrume óleo o canto como se costuma arrumar os automóveis à beira dos passeios.  

Maria: A Vassoura-De-Bruxa é o seu automóvel.  

Maria: Mas Como Seria que ela me encantou?  

Maria: Ah espera já sei.  

Maria: Espalhou um pó no ar e o cheiro foi tão forte que me fez andar a cabeça roda e certamente como eu sim, todas as vezes que desço à adega.  

Maria: Transformou um em uma aranha. Como aquela.  

Maria: Mas um dia passava diante do Castelo, um príncipe muito Valente, como ouviu cantar assim sou A Princesa Encantada numa aranha, muito feia e 1000 anos, condenada a tecer a minha teia e milanos condenados a tecer a minha teia, acho que um príncipe viesse tirar-me desta prisão, talvez o meu pai lhe desse como prémio a minha mão.  

Maria: Talvez o meu pai lhe desse como prémio a minha mão.  

Maria:  Vem depressa, vem depressa, cavaleiro, não de.  

Maria: Aí, valha-me Deus, o vinho todo entornado pelo chão, olha minha vida.  

Mãe: Ó Maria Rosa, quando acabará estudo encher o jarro. 

Maria: Ó mãe, deixe-me cá e entornou-se tudo.  

Mãe: Sempre quero ver o que fizeste.  

Mãe: Sempre quero ver o que fizeste aí o que para aqui vai desastrada, não tomas tento em coisa nenhuma. Deixa ver uns pregam que ISTO tem de ser limpo.  

Mãe: Ó meu Deus que rapariga é esta, sempre distraída 20 vezes no dia acontecem desastres por causa da tua falta de atenção.  

Mãe: Nem os anos te dão juízo a minha cabeça de vento. Olha que já estás crescida com 13 anos.  

Maria: Ainda não os fiz, mãe, só daqui a 8 dias.  

Mãe: Ora a grande diferença uma semana a menos.  

Maria: Hoje, hoje é que é o dia dos meus anos, que bom.  

Maria: Ó minha mãe A gente então pode comer doces ao jantar?  

Mãe: Pode, o que é que tu Queres falar? Anda tente.  

Maria: Fosse coscorões sim, gosto tanto de cuscuz muito Ourinhos embrulhados em canela.   

Mãe: Está bem, pronto, faça tua vontade, eu vou tender a massa.  

Mãe: Ora, muito bem, os coscorões estão prontos.  

Mãe: Vai fritá-los enquanto eu vou a loja, fazer umas compras usando está ao lume. Agora está uma atenção. Maria Rosa não queime se não faças nenhum disparate.  

Maria: Ó mãe, eu tenho juízo, faz 13 anos, não sou nenhuma menina pequena.  

Mãe: Já não é sem tempo até logo.  

Maria: até logo minha mãe.  

Maria: Vou fritar os coscorões.  

Maria: Que engraçados São os pecadinhos, tão delgadinho de massa e daqui a minutos é chão como balões.  

Maria: Aí aquele e o outro ali A nadar e no aceite, parecem barquinhos exatamente barquinhos, com as velas enfunadas pelo vento E o azeite tão Dourado, tão brilhante e um Lago durante os barquinhos navegam. Vou deitar uns poucos de coscorões para dentro da frigideira ao mesmo tempo ela é tão grande E assim eu vejo muitos barquinhos a nadar no Lago douro.  

Maria: Querido os Barquinhos, eu vejo focar neste Lago d’Ouro quilos faz brilhar. Eu sei que existam Rio entre os rios de Portugal é que todos saem mundo e é feito da água. Afinal, é por isso que eu afirmo se é muito mais acertado chamar Douro, ei, esta site que ao menos sempre é Dourado  

Maria: À! Parece que está alguém a bater á porta.  

Maria: Quem é?  

Mãe: Até que enfim estou aqui, vai tirar a porta um ror de tempo.  

Maria: No ouvi minha mãe.  

Maria: Estava a fritar os croissants e com o barulho do Azeite.  

Mãe: Diz antes com o barulho que tu fazias a cantar.  

Maria: Oh!  

Mãe: O que foi?   

Maria: O coscorão, veja mãe, que pena, mal-empregados.  

Mãe: É esta rapariga e os meus pecados deixar queimar coscorões todos. Eu logo vi a cantiga alguma asneira havia de dar dinheiro estragado, tempo perdido. Olhem para ISTO, parecem-me bocados de carvão.  

Mãe: Aí, mas que pouca sorte a minha me valha Deus, tenho uma filha que não me ajuda em coisa alguma e que em vez de trabalhar canta és mesmo uma cigarra tonta.  

Maria: Hihihi Cigarra tonta.  

Mãe: Ainda por cima ainda te ris, rapariga.  

Menino: adeus, cigarra tonta, adeus.  

Maria: Adeus, se julgam que eu me ralo com alcunhas, estão muito enganados, até gosto que me chamem assim.  

Maria: As cigarras são os bichinhos tão simpáticos, tão alegres.  

Maria: Cantam sempre contente que haja sol não me importo nada que me comparem uma cigarra.  

Vizinha: Nenhum te importas tu, mas importa se a tua mãe.  

Maria: Foi a primeira que me chamou assim, está bem, chamou de cigarra toda naquele dia.  

Vizinha: Mas esperava que tu mudasses, afinal continuas na mesma. Não há meio de ser como as outras raparigas da tua idade.  

Vizinha: Ainda ontem na fonte, a tua mãe esteve a falar comigo, bem desconsolada.  

Vizinha: Adeus ó Rita, em que é que tu estás a pensar que nem dás pela gente mulher  

Mãe: Aí é você vizinha passou bem, estava tão distraída que não tinha visto.  

Vizinha: olha lá que a distração pega, se calhar daqui a pouco estás com uma tudo cigarra tonta, aí desculpa a gente acostumou ser chamar assim a tua Maria Rosa aí.  

Mãe: Não tem mal, deixe, afinal fui eu a primeira que lhe pôs o nome de cigarra tonta.  

Mãe: A moça não faz coisa que jeito tenha. Já desesperei de a ver diferente.  

Vizinha: Sabes do que ela precisava? Rita não de trabalhar a sério por obrigação, mas só porque não apoiem vocês em qualquer emprego  

Mãe: Emprego vizinha, ela ainda não acabou a escola e sabe Deus se consegue passar sempre a pensar em coisas tão diferentes daquilo que está a fazer. 

Vizinha: Arranjava lhe trabalho durante as férias?   

Mãe: Não sei, custa-me, nem sei o que me parece pôr a filha a trabalhar para contar.  

Vizinha: Era para bem dela, toda a Gente sabe que vocês vivem desafogados. E que não é por serem gananciosos que vão me ter apequenam caseiras, mas é assim como se dessem um remédio Tomar a amarga, mas faz bem, tenha certeza.  

Mãe: Talvez tenha razão vizinha.  

Mãe: É de falar nisto ao meu homem, fala, fala ao menos por um tempo, já chegava para ela Tomar sentido no que tem para fazer.  

Mãe: Adeus, vizinha e obrigada. Obrigada pelos seus conselhos. Tens que agradecer. Boa tarde, Rita e queira Deus que o remédio dê resultado.  

Maria: Estava um bom jantar, não?   

Pai: Tem gosto.  

Pai: Por que me perguntas isso? Não me digas que foste tu quem fez?  

Mãe: Já tinha boa idade para isso já, mas Deus me livre de confiar alguma vez, havia de ser bom e bonito ficávamos em jejum e a comida ia parar ao caldeirão dos porcos. 

Maria: Ó mãe.  

Maria: Disse alguma mentira? Estou a exagerar, não és capaz de fazer coisa que preste já era juiz.  

Pai: Se não ajuda tua mãe em casa, nem aproveitas no estúdio o que há de ser de ti um dia.  

Maria: Não é por mal pai mas …  

Mãe: Olha, vai, mas é estudar, anda vai, vai, vai.  

Maria: Não quer que Lava-loiça.  

Mãe: Para quê? Para fazer estudo em cacos, vai estudar para o teu quarto anda vai estudar vai anda.  

Maria: Então boas noites, boa noite.  

Mãe e Pai: Boas noites.  

Pai: Escusavas de a tratar assim?  

Mãe: Desculpa, é que eu queria falar contigo sem ela aqui estar, não percebeste?  

Pai: Então o que é?  

Mãe: É, estive a conversar, vizinha teresa e sabe o que ela me disse, que devíamos pôr a Maria Rosa trabalhar num emprego. 

Pai:  E o estudo?  

Mãe: O emprego é durante as férias para aprender a sua custa a governar-se um parece-me que a vizinha teresa a tem certa razão, É Ela é uma pessoa com muita experiência da vida.  

Mãe: O que é que dizes? 

Pai:  Realmente é capaz de ser bom para a moça, pois é.  

Pai: Eu lembrei agora de uma coisa a as férias estão aí não tarde EEO tio Isidro da mata ainda no outro dia me disse que precisava de uma rapariga, para guardar as vacas e as cabras com ele e a mulher vindo para velhos, mas são boas criaturas, tá? Talvez queiram a nossa Maria Rosa por uns tempos, é o pior é se ela começa por lá fazer disparates  

Mãe: Talvez ela se acostuma a ter mais cuidado, uma vez que está com pessoas de fora isso é útil.  

Pai: E se o Isidro, não a quiser por saber que ela é uma cigarra tonta.  

Mãe: Não saberá. Eles moram arredados daqui vêm poucas vezes à aldeia.  

Pai: É de falar com ele e vermos.  

Pai: Ora, então como passou você, tio Isidro?  

Isidro: Vai-se indo obrigado vai-se indo, antes assim pior ou aí antes melhor que assim é.  

Isidro: Bem, eu já não tenho 20 anos já muito tempo.  

Isidro: E quando se vai para velho trabalho, custa mais sério, precisava.  

Pai: De quem o ajudasse que o Isidro?  

Isidro: Aí é isso, é isso, é o isso, é isso é verdade, disse bem. Mas desde que falei no assunto, lembra de trazer?  

Isidro: Ainda não descobri nenhum cachorro com viesse ajudar a guardar o gado.  

Isidro: Isso, queria eu.  

Pai: Um cachopo ou uma cachopita.  

Pai: Era, até é por isso que aqui estou    

Isidro: sabes de alguém aí?  

Pai: Eu lembrei da minha Maria Rosa, tá?   

Pai: Talvez ela desse conta do recado.  

Isidro: Ela não está acostumada?  

Pai: Lá, isso não está, mas acostuma-se a entra nas férias daqui a pouco e até acha Graça variar.  

Pai: Ela gosta da vida ao ar livre tem boa saúde.  

Isidro: Bom se tu achas que a tua filha é capaz de tomar conta do banana que venha.  

Pai: Anda cá Maria Rosa.  

Pai: Senta-te aqui ao pé de mim, temos que conversar.  

Maria: Diga lá pai, que é?  

Pai: Olha lá, tu gostavas de ter dinheiro teu para gastar naquilo que quisesse?  

Maria: Isso, não é? Se pergunta Se Eu ganhasse haveria de comprar tanta coisa, já tenho pensado muitas vezes em que eu gostava de comprar com meu Dinheiro.   

Pai: Pois talvez Seja Agora a ocasião de veres acontecer uma dessas coisas que tu gostas de imaginar.  

Pai: Queres ir tomar conta das ovelhas e das cabras do tio Isidro da mata?  

Pai: Nas férias, ele precisa de uma pastora e paga bem.  

Maria: Eu, A guardar cabras não julgava que fosse dessa maneira que eu podia ganhar dinheiro, ah isso dá muito trabalho.  

Pai: Pois como querias tu ganhar dinheiro sem trabalho. Há vais ver que até gostas. todos os dias a sair para o campo é Bom, e então com os dias bonitos, é muito melhor do que estão entre 4 paredes de uma casa.  

Pai: Sentas-te à sombra, enquanto as ovelhas pastam e pronto á tardinha voltas com elas para a quinta da mata,   

Maria: Se é só isso, não me importo, não é difícil.  

Pai: Para mais, não é trabalho Para Sempre, só durante uns meses, naturalmente olha que vale a pena.  

Maria: Pois está bem, meu pai, parece-me que gostar desse trabalho, diga o teu isidro que sim.  

Maria: Que eu vou.  

Pai: Espera, espera, mas é que ainda uma coisa que me parece o mais difícil para ti, é que tu sabes quando se toma conta daquilo que não nos pertence, é preciso muito cuidado, muita atenção e eu tenho medo de que tu não sejas capaz   

Maria: Sou então não sou?  

Maria: Acredito pai em Tomar conta de tudo muito bem, tal qual como se fosse a dona.  

Pai: Não sei, parece-me que tu nem daquilo que é teu sabes tomar conta. 

Maria: Ter confiança em mim, pai?  

Pai: Vê lá bem, e isso perdes alguma cabeça de gado.  

Pai: É que é coisa muito séria.  

Maria: Não hei de perder, com certeza, prometo que vou ter muito cuidado.  

Pai: Estás pronta, Maria Rosa?  

Maria: Sim Senhor meu pai.  

Pai: Oh, então, vamos. Vá, espera pela tua mãe.   

Maria: adeus, minha mãe.  

Mãe: Dá cá um beijo, minha filha.  

Mãe: E vê lá o que é que fazes   

Maria: Tudo há de correr bem, não se aflija minha mãe.   

Pai: Ora, cá estamos nós senhor Isidro.  

Isidro: Olha lá, então tu é que és a Maria Rosa.  

Maria: Sim Senhor Isidro.  

Isidro: Olha, ficas a experiência, mas se não viste.  

Isidro: Ao fim desse tempo se verá, ou quase.  

Isidro: Amanhã de manhãzinha, levas o rebanho ao pasto, está bem?  

Maria: Sim Senhor.  

Maria: Tão cedo  

Maria: O que vale é que não sou das mais preguiçosas.  

Maria: O dia nasceu limpo. Vamos a ver que tal me dou eu com o trabalho de pastora.  

Isidro: Maria Rosa, Ó Maria Rosa.  

Isidro: Toma bem cuidado, rebanho.  

Maria: Fique descansado.  

Maria: Comam á vontade ovelhinhas latem e pulem com liberdade, cabras e cabritos, o sol brilha e as cigarras cantam como eu.  

Maria: Sou pastor e guardo cado, mas não é o meu ofício, é um tempo bem passado e não faço sacrifício.  

Maria: Ó cão vê lá aquela ficas de Sentinela, o cão vi lá e que tu ficas de sentinela é do meu gosto, é de minha opinião cantar como uma cigarra à luz do Sol, no verão.  

Maria: É no meu gosto, é da minha simpatia cantar como uma cigarra.  

Isidro: Sempre quero ver, sempre quero ver como é que ela vai dando conta do serviço.  

Isidro: Esta, olha, parece satisfeita.  

Isidro: As ovelhas estão a pastar sossegadas.  

Isidro: E as cabras?  

Isidro: Não estou a ver nenhuma.  

Isidro: Nem a sombra delas.  

Isidro: Mau, mau, mau, mau, mau, Deus queira.  

Isidro: Onde é que estão as cabras do rebanho? Eu só vejo aqui as ovelhas, o credo rapariga parece que estavas a dormir e acordaste de repente.  

Isidro: A ficaste a olhar para mim com um ar de espantado.  

Isidro: Pergunto onde é que estão as cabras que não as vejo?  

Maria: Não sei se calhar andam ali pelo monte, eu vi as á bocado a saltarem por introdutores, mas agora eu não sei onde se meteram.  

Isidro: É, é, é.  

Isidro: Boa guardadora me saíste, não haja dúvida, então deixa-me fugir as cabras ainda, mesmo quando elas foram.  

Isidro: Ficaram as ovelhas porque se não mais mansas.  

Isidro: No largo de estava, não querem ouvir?  

Maria: O Patrão, desculpe, eu vou à procura deles.  

Maria: Má sorte a minha. Estou cansada de andar por Montes e vales e as velhacas não aparecem   

Maria: É lá? Acolá vai uma aos saltos.  

Maria: Espera, espera aí.  

Maria: Sinto-me moída, que nem uma salada, nem sei onde pôr os pés que tanto me doem?  

Isidro: Então encontraste e?  

Maria: Encontrei sim Senhor.  

Isidro: Olha que ISTO não torna a acontecer nunca mais, ouviste?  

Maria: Não, Senhor, juro que não volto a distrair-me teu exigido juro por tudo quanto lá.  

Isidro: Quer e nem são catar. Preciso ajudas nem para nada.  

Isidro: Bem vai jantar e deita cedo.  

Isidro: Parece que nem te aguentas de pé rapariga.  

Maria: Muito obrigada, tio Isidro e faça o favor de desculpar  

Isidro: Está bem, está bem, está bem, está bem, amanhã mais cuidadinho.  

Maria: Está bem.  

Maria: Há. Hoje é que tenho sido uma pastora como deve ser.  

Maria: Ainda não tirei os olhos de cima do rebanho.  

Maria: É o que o Isidro desta vez, não há de ter razão de queixa.  

Maria: Aí que borboleta mais linda tem asas azuis naturalmente subiu muito alto, muito alto e pegou se calhar estavas um bocadinho de céu. Eu gostava de ser como as borboletas. É muito melhor ser borboleta do que ser pastora de rebanho. As borboletas não guardam rebanhos.  

Maria: Bom e daí talvez guarda, talvez as nuvens de mosquitos sejam os rebentos das borboletas.  

Maria: Talvez a borboleta azul ande a procura de seu rebanho de mosquitos.  

Maria: Aí, o que terá acontecido?  

Maria: O meu cão está a ladrar furiosamente.  

Maria: Aí Deus queira que não seja nada com o rebanho.  

Maria: Ora, não Há de Ser, com certeza, o gato estava tão sossegado a pastar e o cão é tão Valente que não deixa ninguém lhes fazer mal.  

Maria: Aí outra vez capaz de ser coisa séria, vou correr.  

Maria: Ali uma raposa a correr levando um cordeirinho na boca, leão corre atrás dela não fugir.  

Maria: Aí meu Deus por aqueles bloqueios e um cão não conseguiu agarrá-la e gora vou poder utilizar vidro a minha má cabeça.  

Maria: Quem me mandou ir atrás da borboleta azul?  

Maria: Aí tio Isidro, não sei como lhe dizer. Olha, aconteceu uma desgraça.  

Isidro: Ora rapariga fala que foi? 

Maria: Uma Raposa leva, levou um cordeirinho nos dentes.  

Isidro: E tu deixaste minha parva, não pode é que tu Estavas a olhar, não ouviste?   

Maria: Eu, eu estava um bocadinho mais longe, tinha ido atrás de uma borboleta.  

Isidro: Uma borboleta? então eu dei-te o meu serviço para guardar urbana para caçar borboletas   

Maria: Eu Não ia caçar.  

Isidro: A Cala-te Cala-te, não pode ser perder a cabeça.  

Isidro: Para chau, ainda só estás aqui há 2 dias a fizeste 2 disparates a fazer uma põe minha. A culpa foi minha.  

Isidro: Quem mandou Tomar para pastora uma cigarra? Conta, sim, porque eu já sabia que se chamava assim, mas pensei que não fosse tanto tu como se dizia lá, afinal, mesmo quando tenho outro remédio, senão mandar para casa do teu pai, vai.  

Maria: Acredito que eu tenho muita pena do que sucedeu, tio.  

Maria: Pois é, Eu Não sei, não sei como é que, por mais que queira, olhe começo a pensar em tanta coisa, apetece-me cantar e pronto. Esqueço-me de tudo o resto.  

Isidro: És muito boa rapariga é desculpa, é boa rapariga, mas não tem juízo, todo é o quê?  

Isidro: E enquanto não aprenderes a tua custa com alguma coisa que te pertença, não tens emenda e financiamento que lhe pagam que tinha combinado com o teu pai.  

Isidro: Estiveste cá só 2 dias, mas fizeste tanto estrago que não merece o dinheiro.  

Isidro: Olha toma lá este já rodei, te levam, é o teu ganho.  

Isidro: Para que não se diga que um velho avarento.  

Isidro: Leva lá o leite.  

Maria: ó tio Isidro muito agradecida a Deus e faça o favor de desculpar.  

Isidro: Adeus, adeus e toma juízo a rapariga.  

Maria: Não faz mal que me tivesse dado sobre este jarro de leite e de vender o leite.  

Isidro: Disseste alguma coisa?  

Maria: Ia falar comigo mesmo o teu Isidro e acaba pensar alto sabe vou daqui de caminho pela Feira e vendo o leite.  

Isidro: Aí era.  

Maria: Já regulei para vender a com certeza encontro quem me combo a encontro. Posso bem vender o jarro mais o leite aí por uns 20 escudos.  

Maria: Não me parece grande negócio, mas vai ver que no fim da rende muito.  

Isidro: A rende como?  

Isidro: Mas tu não tens cabeça rapariga.  

Maria: Vez então este 25 escute, posso comprar 2 dúzias de ovos, daí depois nascem 2 dúzias de pintainhos muito lindos, já estou a vê-los, alguns a ser pretos outros todos amarelinhos e alguns brancos também e os pintos crescem num instante, fazem isso uns lindos frangos, os frangos vendem-se muito bem agora como sabe?  

Maria: Olha 24 francos para aí 50 escudos. Cada um não são, é mais de um conto, com esse dinheiro já posso comprar tanta coisa, posso comprar uma blusa às flores, posso comprar uma saia de moda, posso comprar uns sapatos e depois peço ao meu pai que ainda cheira o baile e vou deixar, sempre lá.  

Maria: Olha o meu recuo leite.  

Maria: Partiu do jarro e entornou leite no chão.  

Isidro: Olha, agora é que eu digo e não podiam ter para já dura alcunha, tu és uma verdadeira, ficava tonta.  

Isidro: O que tu és rapariga?  

Isidro: Posto desses no bar que ainda se não fez com a blusa a saia e os sapatos que ainda se comprar com os meus frangos que ainda não mexeram dos ovos que nem sequer fosse comprar, porque no final de contas não chegaste a vender o leite.  

Isidro: A rapariga, rapariga.  

Isidro: Talvez aprendas agora de vez a Tomar teto no que estás a fazer.  

Isidro: Mas, então eu hei de deixar de cantar tio Isidro.  

Isidro: Canta, canta, canta a tua vontade, canta pequena, canta que lá saber disso maneiras cantigas que está o mar, não é nas cantigas cantar até ajuda a trabalhar, mas ao menos pra atenção no que estás a fazer com as mãos e com a decanta rapariga, não deixa a cabeça sozinha a imaginar.  

Maria: Eu nunca mais posso imaginar coisas nem inventar histórias que me vem a ideia eu gostava tanto.  

Isidro: Bem ISTO lá dessa coisa das histórias, não entendeu que não tive sorte de andar na escola como vocês.  

Isidro: Mas quem para seca inventar histórias também não é proibida ninguém acho eu tu se calhar até terás jeito para as escrever, olha experimenta.  

Isidro: Mas com papel e tinta, em vez de ser só aqui no pensamento aqui estás a compreender.  

Isidro: Bom, vai te lá embora a cigarra tonta.  

Isidro: Se demoras aqui mais tempo arruína mesmo e fica a pedir esmola. Estás a ouvir?  

Isidro: Adeus, ó cigarra tontinha aí!  

Maria: Adeus, tio Isidro, mas por favor, não me chame cigarra tonta, todos chame-me cigarra, é assim que eu gosto de me.  

Maria: Continuarem a chamar toda a vida até velha, uma cigarra alegre e feliz.  

Maria: Tonta e que nunca mais.

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«Quem quer casar com a carochinha
Que é bonita e perfeitinha?»