O Macaco do Rabo Cortado
História
Sinopse da história
Era uma vez, um macaco que nunca pensava duas vezes a mesma coisa, ao longo da história foi contradizendo-se até o dia em que realizou uma boa ação.
Imagem criada por: David Pinto
Era uma vez um macaco que nunca pensava duas vezes a mesma coisa que vivia em frente à loja do barbeiro, e passava o dia a zombar os clientes, indignado com a situação, o barbeiro decidiu vingar-se.
“Macaco, macaquinho. Andas-me lindo, está boa a saúde?”
“Que amável está, hoje o meu vizinho barbeiro. E o mestre barbeiro como vai?”
“Agradecido, sem mal que me chegue e bem-disposto ainda por cima”
“Sim”- diz o macaco
“É que me agrada tê-lo como vizinho tão gracioso tão elegante”
“Sim? Eu sou elegante e gracioso?”
“Ah muito, muito até lhe digo mais se não fosse o seu rabo tão comprido como o seu que o desfeia até parecia tão homem quanto eu”
“Asserio?”
“Seríssimo quer experimentar?”
“Como?”
“Corto-lhe o rabo quer exprimentar?”
“Quero pois!”
E mestre barbeiro cortou o rabo ao macaco, este, porém ao ver que toda a gente o troçava na rua percebeu que fizera grossa asneira arrependeu-se e voltou ao barbeiro.
“Amigo barbeiro. Não me agrada nada ter ficado sem o meu rabinho de macaco, faça favor de o pô-lo no seu lugar”
“Impossível”
“Anh? Impossível? Pois levo-lhe daqui uma navalha”
E levou mesmo. E para não continuar a suportar a troça da vizinhança decidiu correr mundo, não ia ainda muito distante, quando topou com um padeiro que estava sentado no chão junto do cesto cheio, a comer um enorme pão que ia partindo com os dedos o macaco parou a olhá-lo.
“Ei! Homenzinho! Não se sabe que não se corta a comida com os dedos, isso é muito feio”
“Eu sei que é feio, mas eu esqueci-me de trazer como cortar o pão”
“Pegue lá a minha navalha, que está muito bem afiada”
Poucos passos andados, logo se arrependeu o macaco de ter dado a navalha.
“É padeiro dê lá a navalha que eu ainda posso precisar dela”
“Ah tenho muita pena senhor macaco, mas é que eu a entreguei ao meu filho mais novo, não fosse eu perdê-la”
“Ah, pois, vais pagá-la bem paga, levo-te daqui um pão”
Logo depois viu uma peixeira a assar as sardinhas na brasa comendo-as logo a seguir
“Sardinhas sem pão é comida do glutão”
“Ah eu sei, mas hoje a venda foi má e eu não tive dinheiro para comprar pão”
“Toma lá o meu pão”
E o macaco seguiu avante, mas pouco depois…
“Peixeira! Oh! Peixeira! Afinal pensei melhor e quero o meu pão”
“Mas agora é impossível já o comi”
“Pois levo-te daqui uma sardinha”
E fugiu com a sardinha, e foi ter a um riacho, onde estava uma lavadeira a lavar roupa e a lastimar-se
“Pobrezinha de mim pobrezinha de mim que vou ficar sem almoço, esqueci-me do farnel em casa”
“Ah e se eu te desse uma sardinha para comer, ficavas satisfeita?”
“Muito senhor macaco muito”
“Então pega-a lá”
Mal, porém, a lavadeira acabara de engolir a sardinha
“Entrega-me a sardinha, não ouves, quero a minha sardinha”
“Senhor macaco. Comia-a logo que me a deu”
“Quero a sardinha e se não me a dás levo-te da roupa uma camisa”
Distante do riacho havia um moinho e aí foi parar o mestre macaco. O moleiro lastimava-se à moleira porque não tinha uma camisa para vestir e precisava de ir à cidade vender farinha. Logo o macaco interveio.
“Toma lá uma camisa”
Amigo o macaco claro não tardou a arrepender-se e voltou para trás.
“Faça favor de entregar a camisa, fiz uma grande tolice em tê-la dado”
“Mas senhor macaco eu não posso restituir-lha porque o meu marido foi à cidade vender farinha e só volta à noite”
“Então levo-lhe um saco de farinha”
Assim foi ter a um colégio de meninas onde se afligia, pois tinha uma festa e não havia farinha para os bolos.
“Não se apoquente senhora mestra tome este saco de farinha que eu lhe dou”
Horas depois o macaco amigo voltou ao colégio a reclamar.
“Quero a farinha! Quero a farinha! Quero a farinha!”
“Mas eu já fiz os bolos”
“Pois então pago-o bem pago e levo-lhe daqui uma menina”
Logo nisto o macaco viu um ceguinho a tocar viola e a cantar:
“Ai pobrezinho de mim, que não vejo o meu caminho que tristeza ser assim que amargura ser ceguinho”
Logo o mestre macaco não hesitou e deu-lhe a menina para o acompanhar então pediu a menina ao pobre muito baixinho:
“Se me levares ao meu colégio muito depressa peço aos meus pais por ti e nunca mais tens de pedir esmola”
“Macaquinho aceito a menina, mas em troca às de levar a minha viola”
Amigo macaco e o ceguinho fizeram a troca e enquanto a menina e o pobre faziam a troca o macaco trepou para um telhado e pôs se a tocar e a cantar.
“Eu do rabo fiz navalha e da navalha fiz pão do pão depois fiz sardinha e da sardinha fiz camisa, da camisa fiz menina e depois fiz boa ação. Da boa ação fiz viola e vou agora para Angola”
E dando um salto desapareceu para nunca mais ser visto.
——
O Macaco do Rabo Cortado
Áudio
Ficha Técnica
Adaptação realizada por: Odette de Saint-Maurice
Data de Transmissão: 12 de Março de 1960
Tramistido por: Emissora Nacional
Data de Gravação: 6 de Março de 1960
Gravação realizada por: Jaime Filipe, Matos Ferreira e Alberto Nunes
Local da Gravação: Estúdio A da Rua do Quelhas, e no Estúdio de São Marçal
Música de fundo: Maestro Jorge Machado
Canções de: Jaime Filipe
Capa do Áudio: Bruno Leal
Macaco: João Perry
Menina: Maria Armanda Estêves
Lavadeira: Odette André
Moleira: Odette André
Mestra: Odette André
Barbeiro: Rui Luís
Padeiro: Rui Luís
Mendigo: Rui Luís
Narrador: Houve uma vez um macaco que nunca pensava 2 vezes a mesma coisa. Amigo macaco vivia defronta da loja do barbeiro e passava O Tempo a troçar dos fregueses que lá iam o Barbeiro arreliado, jurou vingar-se.
Barbeiro: Macaco! Macaquinho adeus meu lindo, estás de boa saúde?
Macaco: Que lindo está hoje o meu vizinho era bem esta barbeiro como vai?
Barbeiro: Agradecido sem mal que me chegue e bem-disposto ainda por cima. O sabe é que me agrada tê-lo por vizinho assim, amigo macaco tão elegante, tão gracioso era…
Macaco: Há sim.
Macaco: Sim eu sou elegante e gracioso?
Barbeiro: Há muito, muito até lhe digo mais, se não fosse o rabo comprido que tanto os feia parecia tão homem como eu!
Macaco: Eu? sério?
Barbeiro: Seríssimo
Barbeiro: Quer experimentar?
Macaco: Como?
Barbeiro: Corto-lhe o rabo, quer?
Macaco: Quero pois.
Narrador: I mestre barbeiro cortou o rabo ao macaco. Este, porém, ao ver que toda a gente o troçava na rua, percebeu que fizera grossa asneira arrependeu-se e voltou ao barbeiro.
Macaco: Amigo barbeiro, não me está a agradar nada que lhe ficassem meu rabinho de macaco, faça favor de tornar a pô-lo no seu lugar.
Barbeiro: impossível
Macaco: Impossível? Aí é, pois levo daqui uma navalha.
Narrador: E Levou mesmo e para não continuar a suportar a troça da vizinhança, decidiu correr, não ia ainda muito distante quando topou com um padeiro que estava sentado no chão junto do cesto cheio a comer um enorme pão que ia partindo com os dedos, o macaco parou a olhá-lo.
Macaco: É homenzinho não sabe que não se corta a comida com os dedos e isso é muito feio.
Padeiro: Sim, eu sei que é feio, eu esqueci me trazer como cortar o pão.
Macaco: Pegue lá na minha navalha então está muito bem afiada
Padeiro: Obrigado.
Narrador: Poucos passos andados logo se arrependeu o macaco de ter dado a navalha.
Macaco: Eh Pá, dá-me cá navalha, afinal, ainda posso precisar dela.
Padeiro: Tenho muita pena, senhor macaco, mas entreguei o meu filho mais novo para guardar em casa, não fosse eu perdê-la.
Macaco: Sim pois então vais pagar-ma bem paga.
Macaco: Levo-te daqui um pão.
Narrador: Pouco depois viu uma peixeira que estava a passar umas sardinhas na brasa comendo as a seguir.
Macaco: Sardinhas tem pão e comida de glutão.
Peixeira: Eu sei, mas a venda hoje foi má e não tive dinheiro para comprar pão.
Macaco: Toma lá o meu pão.
Narrador: E o macaco seguiu avante, mas pouco depois.
Macaco: Peixeira ó peixeira, afinal, e pensei melhor e quero o meu pão?
Peixeira: Oh, mas agora é impossível, já o comi.
Macaco: Pois, levo-te daqui uma Sardinha?
Narrador: E fugiu com a sardinha e foi ter a um riacho onde estava uma lavadeira, lavar roupa e a lastimar-se pobrezinha de mim.
Lavadeira: Pobrezinha de mim que Vou Ficar sem almoço esqueci-me do farnel em casa.
Macaco: E eu te desse uma sardinha para comer ficavas satisfeita?
Lavadeira: Muito, senhor macaco.
Macaco: É e diz, então pega lá ó?
Narrador: Mal, porém, a lavadeira acabava de engolir a sardinha.
Macaco: Quero a minha sardinha, não ouves? Quero a minha sardinha.
Lavadeira: Senhor macaco comi-a logo que me a deu.
Narrador: não importa, não importa quero a sardinha e se não me dás, levo-te da roupa uma camisa.
Narrador: Distante do riacho, havia um moinho e aí foi parar O Mestre macaco no moinho, o moleiro lastimava se a moleira, porque não tinha uma camisa para vestir e precisava de ir à cidade vender farinha. Logo o macaco interveio.
Macaco: Toma lá uma camisa.
Narrador: Amigo macaco, claro, não tardou a arrepender-se e voltou para trás.
Macaco: Faça favor de me entregar a camisa?
Macaco: É porque me parece que fiz uma grande tolice em tê-la dado.
Moleira: Mas ao senhor macaco, Eu Não posso restituir-lhe porque o meu marido foi para a cidade vender a farinha só volta à noite.
Macaco: Pois então levo-te um saco de farinha.
Narrador: Assim foi ter um colégio de meninas onde a diretora se afligia porque tinha uma festa e não havia farinha para os bolos.
Macaco: Não se preocupe, Senhora, Mestre, tome este saco de farinha que eu lhe dou.
Narrador: Horas depois, eis amigo macaco de volta ao colégio a reclamar.
Macaco: Quero a farinha, quero a farinha e quero a farinha já disse.
Diretora: mas eu já fiz os bolos.
Macaco: Sim, pois então pago me bem pago e levo lhe daqui uma menina.
Narrador: Nisto um macaco viu um ceguinho a tocar viola e a cantar.
Cego: Aí, pobrezinho de mim que não vejo o meu caminho, que tristeza ser assim, que amargura ser o ceguinho.
Narrador: Mestre macaco não hesitou e logo ofereceu ao Ceguinho a menina para o acompanhar, então, pediu a pequenita ao pobre muito baixinho.
Menina: Se me levares ao meu colégio depressa peço aos meus pais por ti, nunca mais precisas de pedir esmola.
Cego: Macaquinho aceito a menina, mas em troca hás de levar a minha viola.
Narrador: Amigo macaco e o ceguinho fizeram a troca e enquanto a menina e o pobre se foram embora, o macaco trepou para um telhado e pôs-se tocar e a cantar.
Macaco: Eu o do rabo fiz navalha e da navalha fiz pão. Do pão depois fiz sardinhas, da sardinha fiz camisa, da camisa fiz menina, depois uma boa ação, da boa ação fiz viola e agora turutumtum Vou-me embora para Angola, turutumtum vou-me embora pra Angola.
Narrador: E dando um salto desapareceu para nunca mais ser visto.
Outros Contos
Histórias para ler e ouvir
O Cavalo Mágico
Era uma vez um menino que foi parar em um reino mágico. Assim que, lá, chegou, identificou seres mágicos. Enquanto seguia seu caminho, viu um cavalo que voava.
As Três Cidras do Amor
As três cidras do amor é uma bela história onde o bem triunfa sobre o mal. Fala sobre um Rei que procura, incessantemente, uma noiva para o seu único filho.
História da Carochinha
Foi a carochinha comprar muitas fitas, rendas, flores, braceletes d’ouro e brincos; enfeitou-se muito enfeitada e foi-se pôr à janela, dizendo:
«Quem quer casar com a carochinha
Que é bonita e perfeitinha?»


