A Formiga Ambiciosa

 

Áudio

Ficha Técnica

Adaptação realizada por:

Produção: Maria Madalena Patacho

Narração:

Data de Transmissão: 01/06/1973

Transmitido por: Emissora Nacional

Programa: Meia Hora de Recreio

 

Registo de som:  Moreira de Carvalho

Montagem: João Silvestre

Dona Formiga: Maria Schultz

A Rabiga: Milucha

As Manas Formiguinhas: Maria Antónia, Maria  de Brito  Malta

Senhor Grilo: Rui Ferrão

Coelho Pata Comprida: Alexandre Vieira

Mosquito: António Sarmento

Pardal: José Baptista

 

 

Locutora

Meia hora de Recreio, um programa que a emissora nacional oferece todas as semanas aos seus pequenos ouvintes.

Hoje irão escutar uma história da autoria de Maria Amália Vale,« A formiga ambiciosa.»

Locutora

Personagens: Dona formiga Maria Shultz, A Rabiga Milucha, As Manas Formiguinhas Maria Antónia e Maria de Brito Malta, O Senhor Grilo  Rui Ferrão, O Coelho pata cumprida Alexandre Vieira.O Mosquito António Sarmento, O Pardal José Baptista.

Locutora

Registo de som de Moreira de Carvalho, montagem de João Silvestre.

Produção de Maria Madalena Patacho.

Narrador:

No formigueiro vivia a mãe, dona formiga, com as filhas. Uma delas chamava-se Rabiga e passava todo o dia a varrer a casa.

Mal parecia-lhe ver cair no chão leve cisco pegava na vassoura e zumba que zumba, varria tudo até ficar num brinquinho.

Narrador:

Mãe, dizia: Rabega que pensar é o teu para não fazeres outra coisa, senão varrer a cozinha, então o resto do serviço? fico à espera não?

Mãe:

Toma sentido no que lhe digo, não é só de vassoura em punho que se trata da vida caseira, precisas de ter juízo.

Mãe:

Ouviste bem Rabiga?

Narrador:

Mas bem podia a mãe, dona formiga, ralhar e tornar a ralhar com amiga. Ela continuava sempre na mesma.

Queria lá saber do que a mãe dizia constantemente. Continuava na mesma, não liga nenhuma, só lhe merecia cuidados, varrer a cozinha e mais nada.

Rabiga:

A minha mãe está sempre a ralhar comigo.

Rabiga:

Mas se quer ela que eu faça, uma prima nossa é carochinha ao varrer a cozinha, não achou cinco reis?

Rabiga:

E se eu for capaz de deixar alguma moeda?

Rabiga:

Ah não faria como ela, isso não, não me iria pôr à janela a ver quem queria casar comigo. Eu sou uma formiga mais atualizada, muito mais finória. Além disso, os tempos correm são outros.

Rabiga:

Que se eu fosse capaz de achar alguma moeda, então é que saberiam que esta rabiga não seria uma formiga vulgar?

Narrador:

E com estes pensamentos, levava a rabiga dias inteirinhos a varrer a casa, ouvindo os raios da mãe e a tossa das irmãs.

Irmã 1:

Olha olha. A nossa irmã Rabiga de vassoura em punho.

Irmã 2:

Então não vês minha maluca que é quase noite. Ah pobre de si.

Rabiga:

Não preciso de ouvir sermões de quem passa todo o Dia fora de casa

Rabiga:

Não passam de umas grandes figuronas, só trazem para casa uns mil linhos de pão nem sequer chegam para encher a minha barriguinha.

Rabiga:

Sabem que mais, a palavras loucas, orelhas moucas.

Mãe:

Então Rabiga, não lhe  envergonha de dizer e mostraste tanta ingratidão para com as suas irmãs que são umas pobres moras de trabalho.

Mãe:

Só varre a cozinha, mais nada, e não há maneira de fazer ter juízo.

Rabiga:

pois sim valem se ralem se, sei muito bem qual a razão porque ando sempre a varrer a cozinha que a minha entende que a entende-me.

Mãe:

Ai pobre da minha filha Rabiga, que é mesmo tonta mais que tonta doida varrida.

Mãe:

Doidinha doidinha isso é que será mais certo.

Narrador:

E a mãe que se ralasse, assim como as irmãs, depois meter a se na cabeça. A tela ideia deixar uma moeda, tal como a sua prima carochinha, que ao varrer a cozinha achara 5 reis.

Narrador:

E a Rabiga ia sempre varrendo sem fazer caso dos raios da dona formiga e da troça das irmãs.

Narrador:

E assim, o tempo ia a passar.

Rabiga:

Não sei que hoje sinto.

Rabiga:

Não me apetece mesmo nada levantar da minha caminha.

Rabiga:

Deve ser preguiça de certeza.

Rabiga:

Ai que bem que me sinto aqui deitada.

Rabiga:

Parece-me que vejo qualquer coisa além. Mas o que será?

Rabiga:

E brilha mesmo.

Narrador:

Rabiga não se levantou da cama senão tarde, más horas, porque se deixou ficar deitada muito séria e quietinha a olhar para o canto da casa onde brilhava a tal coisa.

Narrador:

Mas a mãe é que ficou em cuidado quando se levantou e não a viu a varrer a cozinha, como era seu costume.

Mãe:

O que terá acontecido a minha filha Rabiga para estas horas estar ainda na cama.

Mãe:

Deixe-me ir espreita-la para ficar mais descansada.

Narrador:

E com pezinhos de lã, como quem diz a cautela, lá foi ver o que teria acontecido a Rabiga.

Mãe:

Há ainda bem que não está doente, mas ,mas para aonde olhas Rabiga que ainda não deste pela minha presença.

Mãe:

Nem mesmo a minha tosse a faz olhar para mim.

Mãe:

Ora esta. Não há dúvida que a minha filha endoideceu que lhe hei de fazer.

Narrador:

Já era tarde quando a Rabiga começou a varrer a cozinha nesse dia.

Narrador:

Varreu, varreu, mas ocasionalmente ia espreitar ao fundo da casa para ver se a tal coisa que brilhava ainda lá se encontra.

Narrador:

E era aquilo que roubava o sossego?

Rabiga:

Para me tirar dúvidas, vou ver se consigo a vassoura mover aquela coisa que está alem no chão.

Rabiga:

Pilhar tanto e como intriga de Veras?

Narrador:

E a Rabiga resolveu baixar-se para melhor examinar o que lhe prendia tanto a atenção.

Narrador:

Mas, como desse um suspiro ou talvez lhe parecesse que eu tivesse dado?

Narrador:

Aquela coisa assobiou.

Narrador:

Calculem como uma rabiga teria ficado ,até quase lhe dando um desmaio.

Narrador:

Depois jamais sossegada, pensou.

Rabiga:

É certo que não achei nenhuma moeda.

Rabiga:

Mas valeu uma pena ter sido teimosa.

Rabiga:

Se não fosse, não agora este assobio tão lindo, tão pequenino.

Rabiga:

Talvez que uma das minhas passeadas formigas também tivesse custado música.

Rabiga:

Agora quem quiser cuide da casa terei de me aperfeiçoar a tocar neste assobio e também aperfeiçoar me na dança.

Rabiga:

Há isso, apercebi-me alguém que me quisesse acompanhar, cantando.

Rabiga:

Isso é que seria bom.

Rabiga:

Enquanto o outro cantava, eu tocava e bailava, Eu não falei com a minha prima que ela tinha que se foi por a janela.

Rabiga:

A ver quem queria casar com ela, não nessa não caiu eu.

Rabiga:

Vou pôr, mas é a porta?

Rabiga:

Ver que se passa alguém que na minha companhia querer correr mundo.

Narrador:

E pronto se bem o disse, a rabiga melhor o fez, foi pôr-se à porta na esperança de apanhar quem quisesse e na sua companhia correr por esse mundo fora.

Narrador:

Teve sorte a rabiga por calhar passar por ali o Pata Comprida, um Coelho que andava à procura de pasto.

Rabiga:

Olá, tu por aqui para ti Pata Comprida.

Pata comprida:

Ando a ver se encontro ervas tenrinhas para matar a fome que está a roer a minha barriguinha.

Rabiga:

Olha lá, Pata Comprida, tu sabes cantar?

Pata comprida:

Cantar?  Eu? essa é muito boa.

Senhor Grilo:

Olha que pergunta tão ratona?

Pata comprida:

Mas o que havia de ir aos miolos?

Rabiga:

Sabes é que penso ir correr mundo a tocar neste assobio.

Rabiga:

E quer ir a dançar.

Rabiga:

Mas preciso de alguém que saiba cantar, entendes? Para poder ir comigo, enquanto eu desse toco, outro canta, estás a perceber?

Pata comprida:

Coitadinha. Tu o que tens são os miolos desafinados, desafinados e bem desafinados. Olha Lá ó Rabiga.

Pata comprida:

Tu já ouviste porventura um coelho a cantar?

Rabiga:

Deixa. Escusas de abanar tanto as tuas orelhas, como sinal de o.

Rabiga:

Cá me arranjarei conforme poder, paciência, paciência é que me é preciso.

Narrador:

Rabiga estava resolvida esperar todo o tempo que lhe fosse preciso.

Narrador:

Não verá ela levar dias, meses até, para achar aquele lindo assobio.

Narrador:

Ora, passados uns dias, quando o Sol deitava carradas de lume a rabiga por ouvido ao escutar um lindo canto.

Rabiga:

Quem cantará assim tão bem?

Rabiga:

Se a minha mãe não estivesse a dormir a sesta, talvez ela pudesse satisfazer a minha curiosidade.

Rabiga:

Mas assim?

Narrador:

Mas quem espera sempre alcança.

Narrador:

Rabiga ficou radiante ao ouvir o canto aproximar se, a correr foi lá por si a porta.

Rabiga:

Ora vejam quem ai vem. Nada menos que o senhor Grilo.

Rabiga:

Olá senhor Grilo que faz por estas paragens?

Pata comprida:

Ando por aqui a espairecer, isto de quem vive sozinho também tem os seus inconvenientes.

Rabiga:

Oiça lá Senhor Grilo queria ir correr o mundo na minha companhia?

Pata comprida:

Julgas que sirvo para risada vai mas é brincar com quem esteja disposto a aturar-te.

Rabiga:

Não estou a brincar, Senhor Grilo, nem troçar de sim.

Senhor Grilo:

Ah não?

Rabiga:

Deus me livre de tal. Se me quiser ouvir com um pouco de atenção. Tenho a certeza que no final ainda à de agradecer a minha ideia.

Narrador:

É e a rabiga contou tudo Tim Tim por Tim Tim ao senhor Grilo o que se tinha passado que até já tocava na perfeição no assobio e também já vai bailava que era um gosto velo. Que só lhe faltava quem soubesse cantar para acompanhar.

Rabiga:

Não estará o senhor Grilo nas condições, se canta maravilhosamente, vai ver, vai ver que o dinheiro depois começa a correr para as nossas algibeiras, que serão nunca acabar assim.

Narrador:

O senhor Grilo tinha se na conta muito esperto, por isso, disse logo a Rabiga que sim, sim, Senhor, mas com a mira de a enganar já se vê. Então ele que se pelava por dinheiro.

Senhor Grilo:

Bom, está bom, está bem. Será como diz a Rabiga, mas à só uma condição,  uma condição, serei eu a guardar todo o dinheiro que ganhamos com os nossos espetáculos estás a perceber?

Senhor Grilo:

Valeu assim? Concordas?

Rabiga:

Combinado. Agora senhor Grill repare como eu toco bem.

Senhor Grilo:

Bravo,bravosim senhor bravo isso é que é bailar e tocar danças que é um gosto ver te Rabiga.

Rabiga:

Gosto mesmo de verdade, ver me dançar Senhor Grilo?

Senhor Grilo:

Ai, arte como a tua nunca vi. És uma grande artista.

Rabiga:

Agora é a sua vez, cante Senhor Grilo?

Senhor Grilo:

Eu, eu, a, bom de acordo, com licensa .

Rabiga:

Cante um pouco mais depressa que dá muito melhor efeito.

Rabiga:

Olha assim cri Cri Cri cri cri cri cri cri cri cri.

Senhor Grilo:

Bom está, está bem, está bem, eu eu cantarei, então como dizes.

Senhor Grilo:

Bem eu já sei o que é que tu pretendes? Eu vou para minha casa treinar sozinho, porque assim a tua vista sinto-me nervoso. Não

Senhor Grilo:

Não sou capaz. Bom, olha, vais ver Rabiga que quando voltar até eu decantar uma linda moda que traga há muito tempo dentro da minha cabeça.

Senhor Grilo:

Olha é, é, é uma moda que cá sei.

Irmã 1:

Aja lá que assim seja cá os espero com essa moda muito a finadinha, mas tenha cuidado com a humidade à noite. Não vai enrouquecer ouviu.

Mãe:

Não à dúvida que a minha filha rabiga perdeu o juízo todo, leva todo o dia a dançar e tocar, naquele malfadado assobio que até já tenho os ouvidos de historiados de o ouvir.

Mãe:

Mas que remédio dar a esta filha para trazer ao bom caminho?

Rabiga:

Deixe disso mãe.

Rabiga:

Tanto a Rabiga tocar e dançar que se há de aborrecer. Não lhe diga nada. Finja que não vê ou ouve, que é o melhor. Deixará vontade deixe-a.

Narrador:

Rabiga quando pareceu ter tudo apostos conforme combinado com o senhor Grilo e achando que já estavam bem ensaiados e afinados, principiaram a correr mundo.

Por onde passavam, a rabiga tocava e bailava.

Narrador:

E o grilo.

Rabiga:

Então senhor Grilo só canta esses enfadonhos cri Cris?

Senhor Grilo:

Ai olha desculpa,Rabiga, mas é assim que chega a minha vez de cantar é o é. Comece a tremelicar, tremelicar cheio do nervoso e as modas que tinhanhos ensaiado. Olha esqueci-me de todas.

Senhor Grilo:

Só me vem à lembrança, os meus Cri Cristu queres que eu faça com este meu maldito nervoso é superior ás minhas forças, Eu Não posso, não posso, mas eu.

Rabiga:

Pois é tem razão

Rabiga:

Mas o pior é que a desafinação é completa.

Senhor Grilo:

E o mais me custa é o ouvir sempre para piada.

Narrador:

Quem os ouvia uma vez, não queria tornar a pôr-lhes a vista em cima. Quanto mais ouvi-los de novo. E assim, algibeira do senhor Grilo continuava cheia de cotão, porque nem um tostão lá ia parar.

Senhor Grilo:

Quem que mandou a mim acompanhar esta maluca da Rabiga? Olha que ISTO .Nem um mísero estão ainda parar há minha pobre algibeira. Estou aqui. Olha, deixei um tostão.

Senhor Grilo:

Também á de me pagar, mas esta aventura em que meteu, era lá ver. É assim que a apanhar a dormir a sesta ala que se faz tarde volto para o meu depois depois.

Senhor Grilo:

Quem me dera dela chegar?

Senhor Grilo:

E quem é que me mandou a mim ser palerma, olha esta.

Narrador:

E o senhor Grilo fez, como pensou, estava farto de andar de um lado para o outro sem parar e no final dos espectáculos só havia patear .dinheiro onde estava ele? nem com um óculo de ver ao longe, ouvia.

Narrador:

Assim que acabou de dormir?

Narrador:

rabiga foi à sua procura?

Rabiga:

Senhor Grilo.

Rabiga:

Senhor Grilo.

Rabiga:

Não o vejo. Onde se teria metido ele.

Rabiga:

Querem ver como deixou e foi para a sua antiga morada?

Rabiga:

Nem lhe vejo saco das suas coisas.

Rabiga:

Partiu, grande manhoso.

Rabiga:

Também não me faz falta nenhuma, cá me arranjarei sozinha sem a sua companhia. Fez muito bem em desandar daqui, só desafinava e por isso sapateava que nunca mais acabava.

Narrador:

Rabiga agora sozinha tocava e bailava sem parar.

Tanto e tanto bailo que entusiasmada com a dança caiu e partiu uma das pernas.

Como sentisse desamparada, começou a chorar aflitivamente.

Rabiga:

E agora, agora o que vai ser de mim, se ninguém pode valer o que me irá acontecer.

Mosquito:

Porque choras assim tanto Rabiga?

Mosquito:

Parecesses mesmo a Madalena. Mas conta lá, o que foi que te aconteceu, fazes uma berraria danada.

Rabiga:

Não, não, não minha que lamentar.

Rabiga:

Parti uma das minhas pernas como poderei andar e quem poderá valer, não me dizes mosquito.

Rabiga:

Fico para aqui sozinha.

Mosquito:

Então não tem família. Ela pode tomar conta de si, se for preciso e quiser, eu vou a sua casa prevenir a sua mãe, quer?

Pardal:

Olá, amigos, ouvi o que disseram.

Pardal:

Não sejam Aflitos, eu posso muito bem levar a Rabiga nas minhas costas até a casa dela.

Pardal:

Pesa tão pouco que não será nenhum sacrifício para.

Pardal:

Mim até me sinto muito feliz.

Pardal:

Por poder ajudar um pardal nunca se nega a fazer bem.

Mosquito:

Então eu vou adiante para prevenir a dona formiga da chegada da Rabiga.

Pardal:

Mas logo clã chegue no assusta dona formiga ouviste mosquito. Olha quem pode dar algum desmaio ao pensar que a filha estará quase morta? Tem cuidado diga-lhe tudo, sim, mas com jeito com cautela.

Mosquito:

Fica descansado, perdão, trampo, esquecerei das suas recomendações.

Marrador:

E o Mosquito lá foi a voar muito mais adiantado que o pardal a fim dar conta do seu recado.

Mosquito:

Dona formiga. Dona formiga.

Mãe:

Quem me chama? àÉs tu mosquito?

Mãe:

Que me quer?

Mosquito:

Dona formiga eu venho dizer lhe que a sua filha Rabiga vem aí.

Mosquito:

Mas não lhe ralhe, nem a censure, não ela vem assim um pouco adoentada.

Mãe:

Aconteceu algum mal,á minha querida rabiga, ela diz assim, vai depressa, então tchau, conta, conta o que sabe, mosquito que eu estou com meu.

Mosquito:

Bem descanse não é coisa de cuidado, não se aflija.

Mãe:

Coração aos pulos. Ai Ai.

Pardal:

Não se assuste ó lhe partiu uma perna a claro que podia ser pior, podia ser pior, foi enquanto dançava, que tal lhe aconteceu como vê não é mau de morte.

Mãe:

Ai Ai ai a minha querida filha.

Mãe:

Quem Me Dera já abraçá-la deve sofrer muito. Coitadinha.

Pardal:

Olha dona formiga, aí vem o pardal que traz sua filha às costas.

Mãe:

Aí minha rica filha que torna a ver.

Mãe:

Deixe-me Abraçar-lhe e beijar-lhe?

Irmã 1:

Ainda Bem que voltou, Rabiga, já tínhamos muitas saudades suas.

Irmã 6

Olha que todos nós, as suas irmãs, querem tão bem.

Mãe:

Foste muito má, nem a adeus disseste quando saiu da nossa casa, não pensas que não foi bonito? O que fizeste, rabiga?

Mosquito:

Então, então, dona formiga deixe de Sermões.

Mosquito:

O que lá vai lá vai.

Irmã 2:

viva viva, rabiga viva por ter voltado pra casa?

Rabiga:

Aí festa que me estou a fazer?

Rabiga:

E eu sei cuidar de as prevenir da minha ausência.

Rabiga:

E tudo pela minha louca ambição.

Rabiga:

Foi muito bem feito, o que me aconteceu, pois por dinheiro deixei quem me queria bem.

Rabiga:

E só encontrei ingratidões por essas terras por onde andei.

Pardal:

Que lhe sirva de lição os trabalhos, porque passaste minha linda Rabiga que lhe sirva de lição.

Mosquito:

Bem, bem, bem, bem, está?

Mosquito:

A família toda reunida e pelo que vejo e oiço.

Mosquito:

Estão todos contentes .Ah.

Mosquito:

Já que está junto de todos os seus que mais deseja agora rabiga.

Rabiga:

Olha amigo pardal.

Rabiga:

Sabe o que eu mais desejaria agora?

Rabiga:

Neste mesmo momento.

Rabiga:

Era poder voltar a tocar no meu assobio e bailar para poder mostrar aos meus o contentamento.

Rabiga:

Que sinto por já.

Rabiga:

Estar na minha rica casinha?

Rabiga:

Que Felicidade poder voltar a viver junto de quem nos quer bem.

Pardal:

Pois assim mesmo é que é falar Rabiga. Vê-se bem que tem agora muito e muito juízo.

Mãe:

E não terei eu razão de me sentir uma mãe feliz.

Mãe:

Ainda bem, ainda bem que a minha filha Rabiga viu que andava por mau caminho.

Irmã 2:

Eu viva Rabiga que é nossa amiga.

Locutora:

Emissora nacional acaba de transmitir para os seus pequenos ouvintes uma história da autoria de Maria Amália Val a formiga ambiciosa produção de Maria Madalena Patacho.

 

 

 

 

 

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