Narrador: Meia hora de Recreio.
Narrador: Para os pequenos ouvintes da emissora nacional.
Narrador: Hoje vão escutar uma história de Maria de Melo, adaptada do conto tradicional de Braman, os 4 músicos.
Narrador: Personagens narrador ,a Maria de Brito Malta, o Burro, Alexandre Vieira, o cão António Sarmento, o gato, Mário Manuel, o Galo, João Mota, o dono do burro, Fernando Collen, a dona do burro, Maria Schultz, o primeiro ladrão, João Mota, os outros ladrões, Fernando Collen, Rui Ferrão e José Batista.
Narrador: Registo são de Manuel Sanches, montagem de João Silvestre, produção de Maria Madalena Patacho.
Narrador: Coitado daquele burro, ele bem gostaria de continuar a trabalhar forçadamente e abnegadamente como dantes.
Narrador: Como quando era novo, forte e ágil.
Narrador: Mas os anos passam para todos e agora, em vez de novo, forte e ágil, sentia-se velho, fraco e tropo cada vez mais velho, mais fraco e mais tropo.
Narrador: Bem fazia o possível por continuar a subir a colina com um saco de cereais ou um molho de feno às costas, mas tinha de parar por mais de uma vez derreado ofegante e com as articulações a doer.
Narrador: Quando dantes saltitava alegremente que alguém me possa ajudar água, pedregulhos, agora arrastava se pesadamente, chapinhando nas posses e tropeçando nos pedregulhos.
Burro: Ai, Ai que dores ai ai.
Burro: Positivamente isto não vai, não aguento mais, não aguento, esta vida É o fim, a mocidade perdida.
Burro: Só queria ficar ao sol deitado, não ter que trabalhar e ficar descansado.
Burro: Piscar os olhos ver as moscas voar tasquinhar umas ervas dormitar.
Burro: Mas os donos, que pena não pensam assim, espera oiço, estão a falar de mim.
Dono do Burro: Sabidamente, já não presta para nada, já não vale o que come.
Dono do Burro: O que dantes fazia em 10 minutos, faz agora 1 hora ou mais.
Dono do Burro: Pá preciso arranjar outro burro.
Dono do Burro: Estou de acordo com o que dizes homem, este coitado está velho já deu o que tinha a dar.
Dono do Burro: Precisamos de um burro novo
Dono do Burro: Mas como é que havemos de alimentar 2 burros? É uma despesa, um prejuízo.
Dono do Burro: Dois burros que ideia, nem por sombras.
Dono do Burro: Quando arranjar um burro novo e não há de tardar muito, não tenho outro remédio. Desfaço-me logo deste, não há 2 grupos em casa, não quero de maneira nenhuma.
Dono do Burro: Isso não?
Dono do Burro: Sim, mas o que é que tu vais fazer deste, nem que o leves a feira 20 vezes ninguém lhe pega. Vê-se logo que está velho e que não pode dar rendimento nenhum de trabalho.
Dono do Burro: Mas claro, burro é ele, não são os outros. Não, não, não.
Dono do Burro: Já não é possível vendê-lo nem trocá-lo.
Dono do Burro: Tardei demais para isso, porque vez tu mulher ele foi um burro bom, um burro trabalhador e eu, é claro, o queria-lhe certa amizade.
Dono do Burro: Fazia-me penas desfazer-me dele, mas agora no ar remédio, olha, tem que ser, vou levá-lo ao matadouro para abaterem. Sim, sim, até pode ser que me diga alguma coisa pela carne.
Dona do Burro: Oh homem, quem é que come carne de burro?
Dona do Burro: Este homem está tonto.
Dono do Burro: Bem as pessoas, não as pessoas não comem, mas comem as feras do Jardim zoológico da cidade. olha os leões, os tigres, as panteras gostam imenso de carne de burro.
Narrador: A ouvir o que os donos diziam. O pobre burrinho até sentiu ou pelo seu pobre pelo grisalho, por se em pé, seria possível que fosse tal o seu fim lançado às feras.
Narrador: Nem refletiu que depois de morto era indiferente o destino que dessem aos seus resto sentiu apenas um pavor, um pavor intenso, como se já estivesse de repente assim vivo rodeado por um bando de animais, ferozes de dentes arreganhados e a lamberem os beiços desejosos de devorar e saborear a sua carne.
Burro: Não, não, não quero esse fim, não me conformem acabar assim. Apesar deste corpo estar velho e cansado. Ainda há de ser capaz de andar um bocado.
Burro: E fujo, vou fugir.
Burro: E a já, já ,vou-me embora.
Burro: Vou me pôr a trotar por essa estrada fora.
Burro: Ei de encontrar comida pelo caminho, para beber, sempre hei de achar um ribeirinho, para dormir qualquer bosque pode servir de abrigo
Burro: Escondo-me e com certeza ninguém vai dar comigo.
Narrador: Sem demora o burro passou das palavras à ação.
Narrador: Como não queria dizer adeus a ninguém e não tinha bagagem a preparar, foi posto só a caminho. No mesmo instante, foi andando estrada fora, como a tarde caía e o sol já não queimava. Como sabia que ninguém o perseguia. Ia devagar não custava a caminhada, apesar do peso dos anos.
Narrador: Foi andando, andando apenas um, cada um sido para estar sozinho e não ter com quem trocar impressões e dar 2 dedos de conversa.
Narrador: Mas, a certa altura, pareceu lhe ver um vulto na berma da estrada, aproximou-se e viu que era um cão, um pobre velho cão deitado com a cabeça entre as patas e a língua de fora, e falou-lhe.
Burro: Olá amigo.
Burro: Que fazes por aqui, andaste passeio, por pouco não te vi.
Cão: De passeio? não está mal o passeio, afinal, deixei minha casa fugir do meu quintal.
Burro: Mas por que quiseste tornar-te um cão vadio? Não receias ter fome, não receias ter frio.
Cão: Perfil fome e o frio a ser posto de lado a sentir-me, de resto, é sentir-me fechado.
Burro: Não faça cerimonia, se queres desabafar, eu serei teu amigo e posso te escutar.
Narrador: E o cão, o pobre cão, então desabafou, contou ao burro todas as suas mágoas, contou-lhe como depois de muitos anos de dedicação e de bom trabalho de guarda aos ladrões e vigilância às crianças.
Narrador: Agora que estava velho e surdo, o seu ouvido duro não permitia que continuasse a prestar os mesmos serviços, se vira substituído ali debaixo do focinho por outro cão, para quem iam agora todos os afagos.
Narrador: E todas as atenções.
Burro: Um cão novo e bonito de pelo lustroso e olhar brilhante, de latidos vibrantes, cuja comparação o fazia parecer mais velho, mais feio, o pelo mais russo, olhar mais baço, a voz mais rouca.
Cão: Era um vexame de cada momento nem fases ideia, amigo, jumento, o outro a correr, outro a saltar e eu quase sem forças para me arrastar o outro fano e vaidoso que julgas.
Cão: E eu sem forças para caçar as pulgas ou trapacear, é ir sair com o dono e eu sem forças para ali como um mono.
Burro: Oi, tá do coitado? É triste, bem sei.
Burro: Ela é lei da vida, mas uma dura lei. Vem dai comigo, faz me companhia.
Burro: Se queres que te diga nem sei para onde ia, minha história é a tua afinal estou velho tu estás velho.
Burro: E temos sorte igual.
Narrador:O burro e o cão continuaram, pois o caminho juntos e foram trocando as suas confidências, não tinham ainda andado muito tempo quando um roçar ligeiro nos arbustos que ladeavam o atalho por onde seguiam, lhe chamou a atenção, olharam melhor e viram um gato, um pobre gato pelado, escancelado, que os fitava com ar assustado nos olhos verdes e brilhante. Era natural esse receio porque via o cão e toda a vida pensou com razão ou sem ela, que o cão e o gato eram inimigos.
Narrador: Mas os 2 animais viajantes estavam animados das melhores intenções e falaram-lhe.
Burro: O que estás tu a fazer? Não te queremos mal, escusas te esconder.
Cão: Pareces ter medo que eu te vá morder, escusas, ter receio já não posso correr.
Gato: Silêncio está calado.
Gato: Não digas que me viste ao meu dono malvado. Se ele dá comigo, dá-me cabo da vida, nem sei como pode pregar esta partida, esgravatar no saco, rompeu e então fugir.
Gato: E ele lá se foi a falar e rir sem parar que o saco estava menos pesado e que já lá não ia o próprio condenado.
Cão: Condenado, tu estavas condenado? Então conta-nos lá qual foi o teu pecado.
Narrador: E o gato contou.
Narrador: Eu conto contrapôs de uma vida de grande atividade em que tinha passado dezenas centenas de ratos e a até ratazanas, começara com a idade a perder agudeza de vista e a rapidez dos movimentos.
Narrador: Ele que dantes avistava um ratinho à distância por muito pequenino que fosse, agora só dava por eles quando quase lhe estavam mesmo debaixo do nariz. E é claro que não havia rato tão estúpido que se lhe fosse meter debaixo do nariz.
Narrador: Ele que dantes saltava e corria e trocava as voltas e brincava com os ratos antes dos apanhar, deixava-os agora distanciar facilmente e os seus movimentos pesadões davam tempo a que eles se escondessem nas suas tocas e até mesmo que se virassem para trás e lhe deitassem língua de fora, mal criada mente num desafio.
Narrador: Por isso, como já não servia para o seu ofício de caçar ratos, o dono, um homem mau que dizia que não estava para sustentar bocas inúteis, decidira desfazer-se dele e vá de o meter num saco e abalar a caminho do rio.
Burro: Mais um com uma história parecida.
Burro: Vítima da ingratidão também no fim da vida.
Cão: Vem connosco amigo, nós vamos procurar um sítio, um que sirva para nos abrigar.
Burro: Para podermos envelhecer comodamente.
Cão: E acabar os dias sem ter medo da gente.
Gato: Obrigado por me crerem, vou, está bem, onde vocês ficarem, ficarei eu também.
Narrador: E agora já eram 3,3 amigos, 3 companheiros a caminhar pela estrada fora, prontos a ajudarem se e a ampararem se uns aos outros.
Narrador: Ao passarem pela cancela de uma herdade, viram empoleirado um galo, mas era um galo que já não tinha aquele aspecto altivo triunfante que, em geral, têm todos os galos.
Narrador: Parecia o contrário, muito triste e abatido, sempre movido pelo seu bom coração. O burro dirigiu-se.
Burro: Há boas tardes meu amigo.
Burro: Precisas de alguma coisa? Podes contar comigo.
Cão: Estás com cara que até faz pena à gente? O que tinha aconteceu. Sentes-te doente?
Gato: Que tens, não queiras disfarçar, nós somos teus amigos e queremos te ajudar.
Galo: Cocoroco obrigado amigos, obrigado é verdade, estou triste, estou desanimado.
Burro: Todos temos problemas e alguns sem solução.
Burro: Que esse caso seja o teu ,irmão.
Narrador: Encorajado pela afabilidade dos 3 viajantes, o galo acedeu à tentação de fazer as suas confidências.
Narrador:Estava velho, ele que dantes era o rei da capoeira que tinha todos à sua volta, desejosos de lhe agradar, visse agora se plantado por um franganote a quem mal começava a crescer a crista, mas que se pavoneava todo o senhor de si dos seus encantos, arrebatando por completo o entusiasmo do elemento feminino da capoeira.
Narrador: E ele não aguentava aquela afronta, preferia voltar as costas e ir-se embora.
Burro: Anda daí connosco segue o nosso caminho.
Cão: Serás mais um pro grupo anda.
Gato: Miau miau faremos companhia uns aos outros deixá-lo.
Galo: Eu vou belo grupo burro, cão gato, igual o cocoroco.
Burro: Cantas bem galo tens uma bela voz és tu que cantas melhor de todos nós.
Burro: A não não está mal, não está mal.
Burro: O efeito não é feio.
Burro: Sabem que ideia foi que me feio?
Cão: Como ei de adivinhar?
Burro: Se nós ganhássemos a nossa vida a cantar.
Gato: A cantar.
Galo: Um coral. Formando um orfeio.
Burro: Tudo Galo que és cantora que davas o tolo querem experimentar, vamos lá ensaiar vá Galo dá o tom.
Galo: Coco, talvez fique melhor sustenido ou bemol 123.
Galo: Mais baixo, cantar, não é gritar a final, mas vá lá, vá lá para a primeira vez. Não foi assim tão mau.
Narrador: E os 4 amigos, o burro, o cão, o gato e o Galo foram continuando o seu caminho. Muito animados com a ideia de chegarem à cidade vizinha, cujos habitantes tinham a fama de serem grandes amadores de música e onde, por isso contavam que o concerto que projetavam teria muito sucesso.
Narrador: Por isso, não deixavam de ir ensaiando pelo caminho.
Narrador: Mas como já sabemos, nenhum deles era já muito novo, de maneira que a certa altura começaram a sentir-se cansados.
Narrador: Além disso, tinham fome e perguntavam a si próprios, sem quererem confessar uns aos outros, se teriam forças de alcançar a cidade, tanto mais que já era noite e de Inverno, as noites são frias. No entanto, a sorte parecia querer ajudá-los.
Burro: Olhem ali na curva da estrada.
Cão: Uma luz.
Gato: É uma casa iluminada.
Galo: Vamos ver.
Burro:Vamos lá.
Cão: É perto é bem pertinho.
Galo: A casa fica a mesma beira do caminho, vamos espreitar a ver quem está lá.
Galo: Será gente boa ou será gente má?
Cão: Ou, ela está janela, não se pode ver nada.
Gato: Que é preciso trepar nem sequer está fechada.
Burro: Não há nenhuma pedra.
Galo: Também não é precisa. Tive uma ideia, uma ideia colossal, uma ideia que nem parece de animal.
Narrador: Era na realidade uma boa ideia do galo, já que não havia num sítio onde trepar eles próprios trepariam uns sobre os outros até chegar à janela.
Narrador: E o que ficasse por cima contaria aos outros visse, assim o cão trepou para cima do burro com a ajuda dos outros, o gato que sempre era gato e que por isso, apesar de velho, conservava uma certa agilidade, tipo para cima do cão e o Galo ser vindos das asas.
Narrador: Que sempre eram asas, embora pesadonas empoleirou-se em cima do gato e pude descrever o que viu.
Narrador: E o que viu era bom e era mau. Era bom o que estava sobre a mesa um farto, jantar com travessas, cheias de comida fina e abundante.
Narrador: Vimos rubros e dourados e mil gulodices que fizeram que ser água na boca aos esfomeados companheiros.
Narrador: Era mau que viu aí redor da mesa 4 homens de mau aspeto armados de facas e de pistolas com todo o aspeto daquele que eram realmente e que conversa que os animais ouviram, denunciou.
Narrador: Temíveis ladrões.
1ºLadrão: Viva a vila de ladrão.
1ºLadrão: Vem com tudo vem á mão, sem termos de trabalhar.
1ºLadrão: É só fazer um assalto, atacar alguém de um salto e ser rico até fartar.
1ºLadrão: Meter medo a toda a gente em vós e fazer –se de valente , com a fama que já temos.
1ºLadrão: É uma fita engraçada, sem nada de complicada.
1ºLadrão: É só isto, mais ou menos?
Narrador: Os 4 amigos não podiam deixar de perceber de que gente se tratava, mas não se atemorizaram as coisas boas que havia sobre a mesa, davam-lhes coragem e despertavam lhe as faculdades imaginativas.
Burro: Mas que jantar para comer até estoirar.
Burro: Se déssemos um concerto?
Cão: Para burro tu és esperto, sabes que a desafinação assusta até um ladrão.
Cão: Toca a surrar e a ladrar.
Cão:Cantar de Galo e miar .
Gato: Um de cada vez.
Burro: Todos juntos.
Narrador: O estratagema dos 4 amigos de um resultado brilhante, os ladrões espavoridos fugiam um para cada lado para o mais longe que puderam, deixando a mesa posta à disposição deles.
Narrador: Rindo a bom rir, saltaram pela janela e ocuparam os lugares dos 4 ladrões.
Burro: Começo pelo feição.
Cão: Eu antes quero Leitão.
Galo: Comer lá um estofado.
Burro: Eu prefiro pato Assado,
Galo: Mas que canja saborosa.
Gato: Pescada apetitosa.
Cão: A presumo e mortadela.
Burro: Arroz doce com canela
Burro: Ananás ao natural.
Cão: Passa a água mineral.
Galo: Água.
Gato: Eu bebo espumoso.
Galo: E este tinto é famoso.
Burro: Trouxas de ovos e queijadas.
Cão: Peras e maçãs assadas.
Galo: Há café e aguardente.
Burro: Vive bem aquela gente.
Cão: Já comi até mais, não?
Gato: Ter uma indigestão.
Narrador: Acabada aquela esplêndida refeição, os 4 cantores cansados como estavam da longa caminhada, o que queriam era dormir, apagaram as luzes e aninharam se confortavelmente, cada um no canto que tinha escolhido.
Narrador: Mas mal iam começar a pegar no sono, ouviram um ruído que os pôs de novo alerta.
Narrador: Era um barulho de vozes e passos cautelosos.
Narrador: Eram os 4 ladrões que não se conformando com a interrupção do seu rico jantar e com o abandono da sua casa e sem ter conseguido explicar uns aos outros aquela horrível a algazarra que os lançar em pânico tinham resolvido voltar e ver o que se estava a passar.
Narrador: Meteram a chave na fechadura, abriram a porta cuidadosamente.
Narrador: E avançaram a medo.
1ºLadrão: Está tudo escuro como Breu.
Outro ladrões: Não se vê um palmo adiante?
1ºLadrão: Do nariz sim silêncio.
1ºLadrão: Não se ouve nada.
Outro ladrões: Está tudo calado, tudo quieto.
1ºLadrão: E risca o fósforo para chegarmos às velas e fazermos luz.
Outro ladrões: Embora.
Narrador: Ouvir falar em luz e fósforos sem perder mais tempo.
Narrador: O gato cujos olhos embora, já cansados, eram capazes de ver às escuras como os de todos os gatos e que, portanto, sabiam onde eles estavam, saltou-lhes ao nariz e arranhou os ferozmente um depois do um.
Narrador: Imediatamente, localizando os pelos gritos, o burro atacou aos coisos, o cão à dentada e o Galo às bicadas, assim, arranhados, escanceados, mordidos e picados, sem conseguir ver de onde lhes vinha aquele ataque, os ladrões mal conseguiram atinar com a porta. Saíram ainda aos gritos mais assustados do que nunca.
Galo: Oh meus amigos agora foi de vez, ninguém cá torna de certo a pôr os pés.
Cão: A casa vai ser nossa vamos aqui morar, temos um abrigo, por fim, para descansar.
Gato: Poderemos envelhecer aqui tranquilamente.
Gato: E sem saudades de nada e sem medo de gente.
Galo: Amigos, uns dos outros sempre bons camaradas.
Galo: Vamos por fim viver vidinhas regaladas.
Galo: Temos a cantoria para nos distrair com mais alguns ensaios. A coisa já deve ir, verão de ver que até temos talento e nem sempre o concerto será tão barulhento.
Galo: Muito bom.
Burro: Que bom que é não ter medo do amanhã.
Burro: Para comer e dormir sossegado.
Cão: Que bem que bem saber um velho cão, roer o seu osso e dormir ao sol.
Galo: Ter de fugir de um dono que é mau e não caçar mais ratos.
Galo: E ter 3 bons amigos nunca mais ficar só já não querer saber de galinhas.
Narrador: Emissora nacional acaba transmitir para os seus pequenos ouvintes uma história de Maria de Melo, adaptada do conto tradicional de Brahman os 4 músicos, produção de Maria Madalena Patacho.