As Três Cidras do Amor

As Três Cidras do Amor

As Três Cidras do Amor

 

História

Sinopse da história

Era uma vez um príncipe que andava à caça, acabou por ficar com sede, mas com sorte encontrou três cidras, mas cada uma destas cidras acabaria por se tornar numa rapariga com quem ele acabaria por casar.

Imagem criada por: Duarte Martins

 

Era uma vez um príncipe, que andava à caça: tinha muita sede, e encontrou três cidras, abriu uma, e logo ali lhe apareceu uma formosa menina, que disse:

« Dá-me água, senão morro.»

O príncipe não tinha água, e a menina expirou. O príncipe foi andando mais para diante, e como a sede o apertava partiu outra cidra. Desta vez apareceu-lhe outra menina ainda mais linda do que a primeira, e também disse:

«Dá-me água, senão morro.»

Não tinha ali água, e a menina morreu, o príncipe foi andando muito triste, e prometeu não abrir a outra cidra senão ao pé de uma fonte. Assim fez, partiu a última cidra, e desta vez tinha água e a menina viveu.

Tinha-se-lhe quebrado o encanto, e como era muito finda, o príncipe prometeu casar com ela, e partiu dali para o palácio para ir buscar roupas e levá-la para a corte, como sua desposada.

Enquanto o príncipe se demorou, a menina olhou dentre os ramos onde estava escondida, e viu vir uma preta para encher uma cantarinha na água, mas a preta, vendo figurada na água uma cara muito linda, julgou que era a sua própria pessoa, e quebrou a cantarinha dizendo:

 

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« Cara tão linda a acarretar água! Não deve ser.»

A menina não pôde conter o riso, a preta olhou, deu com ela, e enraivecida fingiu palavras meigas e chamou a menina para ao pé de si, e começou a catar-lhe na cabeça.

Quando a apanhou descuidada, meteu-lhe um alfinete num ouvido, e a menina tornou-se logo em pomba. Quando o príncipe chegou, em vez da menina achou uma preta feia e suja, e perguntou muito admirado:

« Que é da menina que eu aqui deixei?»

«Sou eu, disse a preta. O sol crestou-me enquanto o príncipe me deixou aqui.»

O príncipe deu-lhe os vestidos e levou-a para o palácio, onde todos ficaram pasmados da sua escolha.

Ele não queria faltar à sua palavra, mas roía calado a sua vergonha.

O hortelão, quando andava a regar as flores, viu passar pelo jardim uma pomba branca, que lhe perguntou:

« Hortelão da hortelaria, Como passou o rei E a sua preta Maria?»

Ele, admirado, respondeu:

« Comem e bebem, E levam boa vida.»

«E a pobre pombinha por aqui perdida!»

O hortelão foi dar parte ao príncipe, que ficou muito maravilhado, e disse-lhe:

«Arma-lhe um laço de fita.»

Ao outro dia passou a pomba pelo jardim e fez a mesma pergunta: o hortelão respondeu-lhe, e a pombinha voou sempre, dizendo:

« Pombinha real não cai em laço de fita.»

O hortelão foi dar conta de tudo ao príncipe, disse-lhe ele:

« Pois arma-lhe um laço de prata.»

Assim fez, mas a pombinha foi-se embora repetindo:

« Pombinha real não cai em laço de prata.»

Quando o hortelão lhe foi contar o sucedido, disse o príncipe:

«Arma-lhe agora um laço de ouro.»

 

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A pombinha deixou-se cair no laço, e quando o príncipe veio passear muito triste para o jardim, encontrou-a e começou a afagá-la, ao passar-lhe a mão pela cabeça, achou-lhe cravado num ouvido um alfinete.

Começou a puxá-lo, e assim que lho tirou, no mesmo instante reapareceu a menina, que ele tinha deixado ao pé da fonte.

Perguntou-lhe porque lhe tinha acontecido aquela desgraça e a menina contou-lhe como a preta Maria se vira na fonte, como quebrou a cantarinha, e lhe catou na cabeça, até que lhe enterrou o alfinete no ouvido.

O príncipe levou-a para o palácio, como sua mulher e diante de toda a corte perguntou-lhe o que queria que se fizesse à preta Maria.

« Quero que se faça da sua pele um tambor, para tocar quando eu for à rua, e dos seus ossos uma escada para quando eu descer ao jardim.»

Se ela assim o disse, o rei melhor o fez, e foram muito felizes toda a sua vida.

 

——

Artem Ivanchenko

Outros Contos

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Museu Radiofónico

Museu Radiofónico

Museu Radiofónico

 

Conheça a história da rádio e visite o seu museu.

História

Localização e Contatos

Inaugurado em Lisboa no ano de 1992 na Rua de Quelhas, esta foi a concretização de um projeto iniciado nos anos 60, no Rádio Clube Português.

O Museu da Rádio, possui um raro núcleo documental, composto por monografias e publicações periódicas, especialmente vocacionado para e estudo da evolução histórica dos recetores de rádio.

Acolhe, ainda, o espólio das obras provenientes da Emissora Nacional, com alguns guiões do Teatro Radiofónico, e do seu acervo fotográfico.

RTP – Coleção Museológica de Rádio e Televisão

Missão

Dar testemunho do “século” de evolução da radiodifusão sonora na realidade portuguesa.

museu virtual RTP

Conta com uma das mais significativas coleções da Europa, composta por milhares de recetores, equipamentos de registo sonoro, de emissão, suportes de gravação e microfones.

A exposição estende–se por 20 salas, algumas das quais temáticas. O museu presta também uma homenagem aos 90 anos de rádio amador em Portugal.

Museu Virtual da RTP

Visita o museu sem precisar de sair de casa!

Museu da RTP

Av. Marechal Gomes da Costa 37,1849-030 Lisboa – Portugal

Contatos

Tel. (Geral):

217 947 000 / Ext. 1923 / 1961

E-mail:

museu.virtual@rtp.pt

Tel. (Directo):

217 947 923 / 217 947 961

Teatro Radiofónico

Teatro Radiofónico

Teatro Radiofónico

 

Informação sobre o teatro radiofónico, um teatro para os ouvidos.

Definição

História

Definição

Teatro radiofónico é um desempenho dramatizado e puramente acústico. Sem nenhum componente visual, o drama radiofónico depende do diálogo, da música e dos efeitos sonoros para ajudar o ouvinte a imaginar os personagens e a história.

Teatro Radiofonico, imagem RTP

Teatro Radiofónico

“É o auditivo na dimensão física, mas igualmente poderoso como força visual na dimensão psicológica”

gravação de audio, imagem RTP

Teatro Radiofónico na década de 1950

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Rádio de 1950

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Passado

Passado

O drama de rádio alcançou ampla popularidade numa década do seu desenvolvimento inicial na década de 1920.

Na década de 1940, era um entretenimento popular internacional líder.

Com o advento televisão na década de 1950, o teatro radiofónico perdeu popularidade e nunca recuperou grandes audiências.

Presente

As gravações do OTR (rádio antigo) sobrevivem hoje nos arquivos de áudio de colecionadores, bibliotecas e museus, bem como em diversos sites on-line.

Graças aos avanços na gravação digital e na distribuição pela Internet, o rádio teatro recuperou na década de 2010.

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Presente

Pioneiros

Pioneiros

Pioneiros

 

Conheça as histórias dos pioneiros do programa.

Eduardo Street

Maria Madalena Patacho

Eduardo Street-pioneiro

Criado por: David Pinto

Eduardo Street

Nascido em 1934, Eduardo Street foi o profissional que mais peças de teatro, folhetins e séries realizou na história da rádio portuguesa.

Autor do livro “O teatro invisível”, “História do teatro radiofónico” Eduardo Street conta as memórias dos tempos em que a rádio constituía o entretenimento. Sonorizou a sua primeira peça de teatro “O Iconoclasta de Fernando Amado, no Teatro Avenida. Corria o ano de 1955”.

Entrou na Emissora Nacional em 1958, realizando folhetins e teatros, além de séries e programas sobre temas culturais. Colaborou, ainda, com a Rádio Renascença e o Rádio Clube Português. Iniciou-se então como realizador de teatro radiofónico, folhetins e programas dramatizados.

Maria Madalena Patacho

Nascida em 1903, Maria Madalena Patacho, irmã de Henrique Galvão, foi uma das figuras mais importantes para o arranque do teatro radiofónico como a direção do programa Meia Hora de Recreio, transmitido pela Emissora Nacional.

Era responsável dos programas infantis da rádio e lançaram um concurso para selecionar crianças como atores.

Maria Madalena Patacho-pioneira

Criado por: David Pinto

Jogo da Memória

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Vamos ver ..

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Pensa que não tem uma boa memória?

Aqui poderá praticar, para ver o quanto é bom a memorizar.

Vamos jogar?

INSTRUÇÕES

Neste jogo terá de encontrar os pares de imagens que estão baralhadas aleatoriamente.

Ganhas o jogo quando encontrar todos os pares de imagens.

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NÃO TE ESQUEÇAS DOS COMANDOS!

Agora é só experimentar…

Jogo indisponível nesta plataforma!

Criado por: Alexandre Narciso